...Luz do Espírito...na vida...em caridade...pelo amor!
Quando não há nada mais a ser dito, silencia.
Quando não há mais nada a ser feito, permitas apenas ser, apenas estar e fica na companhia do teu coração e este indicará o momento apropriado para agires.
Quando a lentidão dos dias acomodar tua vontade, enlaçando-te com os nós da intranquilidade, descansa e refaz tua energia.
Não há pressa, a prioridade é que tu encontres novamente a tua essência para que tenhas presente em ti a alegria de ser e estar.
Quando o vazio instalar-se em teu peito, dando-te a sensação de angústia e esgotamento, repara tua atenção e encontra em ti mesmo a compreensão para este estado.
É necessário descobrirmo-nos em tais estados, para que estes não se transformem no desconhecido, no incontrolável.
Tudo pode ser mudado, existe sempre uma nova escolha para qualquer opção errada que tenhas feito.
Quando ouvires do teu coração que não há nenhuma necessidade em te preocupares com a vida, saibas que ele apenas quer que compreendas que nada é tão sério a ponto de te perderes para sempre da tua divindade, ficando condenado a não ver mais a luz que é tua por natureza.
Não te preocupes, se estiveres atento a ti mesmo verás que a sabedoria milenar está contigo, conduzindo-te momento a momento àquilo que realmente necessitas viver.
Confia e vai em teu caminho de paz.Nada é mais gratificante que ver alguém submergindo da escuridão apenas por haver acreditado na existência da luz.
Ela sempre esteve presente...
Era só abrir os olhos...

São Francisco de Assis
"A eternidade é pouca para estar com você."

"Que essas palavras nos traga a paz interior.
Que esse amor não nos aflija e que sejamos conscientes que só pelo amor crescemos
e que essa nossa ligação, seja motivo de nosso crescimento e amadurecimento espiritual.
Que o que for bom em um, seja assimilado pelo outro e o que for ruim, seja reconhecido pelo outro para que juntos,
possamos nos acertar...que sua luz me ilumine se eu me encontrar na sombra e vice-versa.
Que ao lembrar-se do outro, traga paz e serenidade.
Que você possa estar em mim e eu em você, em luz, em amor à caminho do Altíssimo."

E que assim seja!
Eis-me aqui, Pai!
"A tua luz acendeu meu coração e eu pude ver em meio à escuridão
tua presença, tua fidelidade, graça e amor me levantaram outra vez
me deram forças, e prosseguirei.
Irei contigo onde quer que fores, meu Senhor o teu chamado cumprirei na alegria ou na dor.
E toda vez que eu chorar ou quiser desanimar, o teu Espírito me consolará.
Se é na fraqueza do meu ser que manifestas teu poder, eis-me aqui, dependo de ti, preciso de ti."
"Anjo de Deus que habita o Reino dos Céus abra as suas asas.
Volite sobre os meus passos desde a primeira estação da minha vida.
Abra as portas para que eu possa seguir um caminho e ir de encontro ao meu destino.
Favoreça minha determinação diante da insegurança.
Sinalize sobre a soberba do ‘ser’ e a ostentação do ‘ter’,para que eu não me enlace no brilho dos fios de suas teias.
Auxilie na organização dos meus pensamentos de tal forma que eles não se desalinhem e percam a direção.
Sustente meu coração aquecido para que meus sentimentos não se enregelem.
Capacite minhas mãos para o ‘fazer’.
Mantenha meus olhos abertos e minha escuta atenta,não exclusivamente em meu próprio benefício.
Enxugue minhas lágrimas, se verdadeiras.Conserve meu sorriso para que as linhas do rosto se tornem mais suaves.
Envolva o fruto de seus cuidados em penas brancas e macias e me aguarde no tempo de chegada."
"...Mas esse olhar que me olha!
...Que tenha o dom de me ver, não em cores branco e preto, mas além, muito além de todas as cores.
Que seja um olhar que me alcance além da realidade das paixões vis;
que atravesse o meu sólido, o meu líquido, rasgue meu cativeiro(matéria física) e pouse em minha alma
seduzindo o alto grau de delicadeza do meu espírito.
Que esse olhar transcenda as emoções humanas e que desfrute de minha real força vital
e navegue no ritmo do meu coração, nele se instale e torne-se a referência de minhas meditações .
Que esse olhar não capte apenas os limites e as dimensões dos meus sentidos animais,
mas que nos reconheça como um curso ascendente onde tu seja o brilho e eu a centelha,
pois que minha essência habita o coração dos Anjos, e eles: Os Anjos...
pelo teu olhar, meditam”

"... Mostre a força atuante em seu ser, usando a sabedoria de alma que tem em seu dna espiritual, não a imposiçao material.
Treine consigo e verá quanta força até então adormecida está agora prestes a eclodir de você, em seu próprio benefício.
Se quer mudar o ambiente a sua volta, tem que começar por você (lições do Budismo).
O problema não esta nas pessoas, a energia que é vista nos outros é gerada por você,
mude e tudo mais a sua volta vai se alterando conforme a força que impõe, claro, sempre usando a luz, discernimento,
mas também não queira mudanças de um dia para outro, é gradualmente que verá os resultados,
só não pode falhar consigo, persistência, disciplina e respeito, isso automaticamente será passado para todos em sua volta
e com o tempo as coisas tomarão outro rumo, entrarão nos eixos, sem agressão ou desavenças."

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A Doutrina Espírita, fundada na argamassa do "O Livro dos Espíritos" e suas obras complementares ,
corporifica e desdobra os ensinamentos do Cristo em toda a sua inteireza e profundidade .
Conduz-nos, a doutrina, qual guia fiel,' através do tempo e do espaço cósmico,
situando-nos como filhos do Arquiteto Divino no seio da Morada Universal.

Não somos, ensina-nos a doutrina, os que estagiam nas criptas do primitivismo;
os que se degradam nos labirintos dos vícios e da paixões; os que perambulam pelos vales da sombra e da dor;
os que vagueiam pelos corredores da angústia e da desesperança, seres separados ou diferentes,
a não ser quanto ao grau evolutivo daqueles que, vestidos com a túnica da virtude, semeiam exemplos de trabalho e amor santificado.

Somos, todos, filhos e herdeiros do Pai Maior,
tendo a nos aureolar a fronte, a tiara divina, que é idêntica em lados, mas que,
em cada um de nós será mais luminosa quanto mais espiritualizados conseguimos Ser.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Trajes dos espíritos


Durante as numerosas ocasiões em que, como vidente, temos observado entidades desencarnadas, quer em nosso estado normal, quer quando nos há sido possível penetrar o mundo invisível, levada em corpo espiritual (perispírito) pelos Guias e Instrutores que nos deferem essa honra, grande número de Espíritos temos visto, e até com eles convivido, se deste modo nos podemos expressar, de variada gradação moral e intelectual, e apenas uma vez nos recordamos de ter percebido um inteiramente desnudo. Contrariamente, o que temos presenciado nos confere o direito de categoricamente afirmar que - sim! - os Espíritos se trajam e modificam a aparência das vestes que usam conforme lhes apraz, exclusão feita de alguns muito inferiores e criminosos, geralmente obsessores da mais ínfima espécie, cuja mente não possui vibrações à altura de efetuar a admirável

"operação plástica" requerida. Por isso mesmo, a aparência destes últimos costuma ser chocante para o vidente, pela fealdade, ou simplesmente pela miséria, pois se apresentam cobertos de andrajos e farrapos, como que empapados de lama, ou embuçados em longos sudários negros, com mantos ou capas que lhes envolvem os ombros e a cabeça e, não raro, mascarados por um saco negro enfiado na cabeça, com duas aberturas à altura dos olhos, tais os antigos verdugos da Inquisição, uniformizados para operações nas salas de suplícios, de que nos dão conhecimento as gravuras antigas. Longos chapéus costumam trazer também, assim como botas de canos altos, conquanto muito difícil seja ao médium ver os pés. Tais Espíritos procuram, frequentemente, esconder o rosto e insultam rudemente o médium, se este os surpreende com a visão. Certamente que o instrumento mediúnico, diante de uma aparição dessa categoria, precisará estar de posse de toda a tranquilidade fornecida pela fé e pela confiança adquiridas através do exercício mediúnico, a fim de se não deixar envolver pelas faixas daninhas expelidas pela entidade, cuja presença, se se tornar constante, poderá produzir, a um médium pouco experimentado, desequilíbrios graves e até mesmo a obsessão. A prece será sempre a melhor defesa contra essa espécie de habitantes do mundo invisível. Se a prece for feita com a necessária confiança, levando o médium a se harmonizar com as vibrações superiores do Além, geralmente tais entidades se afastam com rapidez, apavoradas e contrafeitas.

Tais aparições, no entanto, não são frequentes, parecendo-nos mesmo que as que temos surpreendido sômente nos foram permitidas sob a direção dos nossos Instrutores Espirituais, para a necessária observação e estudo. Raramente aceitam elas uma conversação doutrinária. Cremos que sômente a reencarnação, num trabalho de educação pela dor dos aprendizados pungentes, terá eficiência no seu soerguimento moral.

Ainda que tal revelação - a do vestuário dos Espíritos - desagrade a alguns estudiosos, que não admitem tal possibilidade, e que têm os Espíritos como seres diferentes dos homens, abstratos, vagos, não poderemos afirmar senão que, pelo menos os que se conservam chegados à Terra, pelas lembranças de terem sido homens muitas vezes, são eles tão simples e naturais que nos dão a impressão de homens apenas algo mais frágeis na sua estrutura, mais belos alguns, porque lucilantes e delicadíssimos na sua feição perispiritual, mas hediondos e repulsivos outros, porque de aparência inferior ao comum dos mortais terrenos, mais desagradáveis à vista.

Devassando o Invisível
de Yvonne A. Pereira
 

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