Hoje acordei um pouco escravo:olhando da janela da minha sala vi três cavalos olhando a minha pinturas eu fiquei assustado pois um deles disse:Bom dia e eu respondi bom dia e comecei a escrever este poema olhando para eles:observei,pensei o cavalo parece ser gente, na cara no gente e no olhar as vezes compreensivo e inteligente; e assim o galo cantou eu o ouvia claramente o canto em glorias a Deus!e pensei...O galo quer ser gente e tenta se comunicar com a gente cantando e ciscando impondo respeito.apareceu os micos estrelas no pé jambu parecia tocar violão,pensei parece gente, afirmei mais não é gente, mas se olhar bem parece até com a gente,mais nunca foi gente.aproximando o burro pensei ele quer dar conselho pra gente e se comportando como a gente,olhei em certa direção notei: a cobra tem olhar da gente anda rasteiro como a gente,tem veneno da língua da gente.na mangueira estava o papagaio querendo entrar na conversa e discutir com a gente, fingindo ser gente,levei um susto a coruja muito feia,mais pensei no mundo animal ate o ridículo é belo,ele tem o olhar sério e misterioso da gente.Mais tem gente, que não parece ser gente.apareceu o tucano bailando no ar como em gratidão a gente.as galinhas juntas começaram a cacarejar,contando histórias apavorantes do gambá pra gente.pensando em alguns momento ser gente igual a gente;Mais tem gente, que não é gente,vive igual a gente.pensando um dia ser gente..naquela manhã acordei como Escravo e vi gente em tudo igual a gente.que não são gente,mais carente de carinho e do amor da gente,o cachorro balançava o rabinho,latindo, olhando tudo e pulando de alegria,dava pra ver, queria ser gente.Enfim tudo é gente como agente ou um pouquinho da gente, agindo como a gente, escondida no ser.Precisando ser amados pela gente ou por aqueles que afirmam ser a gente,como a gente: escravobento@ig.com.brquarta-feira, 9 de julho de 2008
Olhando pela janela
Hoje acordei um pouco escravo:olhando da janela da minha sala vi três cavalos olhando a minha pinturas eu fiquei assustado pois um deles disse:Bom dia e eu respondi bom dia e comecei a escrever este poema olhando para eles:observei,pensei o cavalo parece ser gente, na cara no gente e no olhar as vezes compreensivo e inteligente; e assim o galo cantou eu o ouvia claramente o canto em glorias a Deus!e pensei...O galo quer ser gente e tenta se comunicar com a gente cantando e ciscando impondo respeito.apareceu os micos estrelas no pé jambu parecia tocar violão,pensei parece gente, afirmei mais não é gente, mas se olhar bem parece até com a gente,mais nunca foi gente.aproximando o burro pensei ele quer dar conselho pra gente e se comportando como a gente,olhei em certa direção notei: a cobra tem olhar da gente anda rasteiro como a gente,tem veneno da língua da gente.na mangueira estava o papagaio querendo entrar na conversa e discutir com a gente, fingindo ser gente,levei um susto a coruja muito feia,mais pensei no mundo animal ate o ridículo é belo,ele tem o olhar sério e misterioso da gente.Mais tem gente, que não parece ser gente.apareceu o tucano bailando no ar como em gratidão a gente.as galinhas juntas começaram a cacarejar,contando histórias apavorantes do gambá pra gente.pensando em alguns momento ser gente igual a gente;Mais tem gente, que não é gente,vive igual a gente.pensando um dia ser gente..naquela manhã acordei como Escravo e vi gente em tudo igual a gente.que não são gente,mais carente de carinho e do amor da gente,o cachorro balançava o rabinho,latindo, olhando tudo e pulando de alegria,dava pra ver, queria ser gente.Enfim tudo é gente como agente ou um pouquinho da gente, agindo como a gente, escondida no ser.Precisando ser amados pela gente ou por aqueles que afirmam ser a gente,como a gente: escravobento@ig.com.brsábado, 5 de julho de 2008
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Eu sou o vento...

Chefe Xamânico Archie Fire Lamer Deer
terça-feira, 1 de julho de 2008
O meu olhar
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
Alberto Caeiro
Dez apontamentos de paz
1. Aprenda a desculpar infinitamente para que os seus erros, à frente dos outros, sejam esquecidos e perdoados.2. Cale-se, diante do escárnio e da ofensa, sustentando o silêncio edificante, capaz de ambientar-lhe a palavra fraterna em momento oportuno.
3. Não cultive desafetos, recordando que a aversão por determinada criatura é, quase sempre, o resultado da aversão que lhe impuseste.
4. Não permita que o egoísmo e a vaidade, o orgulho e a discórdia se enraízem no seu coração, lembrando que toda a idéia de superestimação dos próprios valores é adubo nos espinheiros da irritação e do ódio.
5. Perante o companheiro que se rendeu às tentações de natureza inferior, deixe que a compaixão lhe ilumine os pontos de vista, pensando que, em outras circunstâncias, poderia você ocupar-lhe a indesejável situação e o lugar triste.
6. Não erga a sua voz demasiado e nem tempere a sua frase com fel para que a sua palavra não envenene as chagas do próximo.
7. Levante-se, cada dia, com a disposição de servir sem a preocupação de ser servido, de auxiliar sem retribuição e cooperar sem recompensa, para que a solidariedade espontânea te favoreça com os créditos e recursos da simpatia.
8. Esqueça a calúnia e a maledicência, a perversidade e as aflições que lhe dilaceram a alma, entendendo nas dores e obstáculos do mundo as suas melhores oportunidades de redenção.
9. Lembre-se de que os seus credores estão registrando a linguagem de seus exemplos e perdoar-lhe-ão as faltas e os débitos, à medida que você se fizer o benfeitor desinteressado de muitos.
10. Não julgue que o serviço da paz seja mero problema de boca mas, sim, testemunho de amor e renúncia, regeneração e humildade da própria vida, porque, somente ao preço de nosso próprio suor, na obra do bem, é que conseguiremos reconciliar-nos, mais depressa, com os nossos adversários, segundo a lição do Senhor.
ANDRÉ LUIZ
(De "Mentores e Seareiros")
(Psicografia de Francisco Candido Xavier)
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Francisco

Doce é sentir em meu coração
Que humildemente vai nascendo o amor.
Doce é saber, não estou sozinho,
Sou parte de uma imensa vida,
Que generosa reluz em torno de mim,
Imenso Dom do teu amor sem fim.
O Céu nos destes e as Estrelas claras,
Nosso Irmão Sol, nossa Irmã a Luz
Nossa Mãe Terra com frutos, campos, flores.
O Fogo e o Vento, o Ar e a Água pura,
Fonte de Vida de tuas criaturas,
Imenso Dom do teu amor sem fim!
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Prece da caridade

Amigo,
Auxilia-me para que eu te consiga auxiliar.
Não me relegues ao amanhã e nem me ignores a presença.
O Senhor enviou-me ao teu encontro, para que eu te sirva de apoio na senda da elevação.
Em teu caminho, no entanto, estou entregue á tua verdade.
Hoje sou convite, idéia, sugestão... Amanhã, porém, se quiseres, receber-me-ás na contabilidade da vida por passaporte em demanda aos reinos de luz.
Emprega-me com bondade para que os outros nos acolham com entendimento e simpatia.
Protege-me contra a omissão.
Conduze-me na direção daqueles que contam conosco, sem exigir que nos procurem.
Ajuda-me a ouvir qualquer irmão em dificuldade, com paciência e compreensão para que não falte a esperança em todos aqueles que nos requisitem a companhia.
Deixa que o perdão e a tolerância nos sigam de perto a fim de que as nossas palavras não se percam no vazio.
Agradece a moeda ou a migalha de recursos que o Céu te envie às mãos para a nossa lavoura no bem, mas não olvides que a nossa tarefa será sempre constituída de parcelas do nosso amor.
De ti depende a felicidade de prosseguirmos adiante, com a benção de Deus.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Carta a um jovem poeta

porque o amor é difícil.
O amor de duas criaturas humanas
talvez seja a tarefa mais difícil que nos foi imposta,
a maior e última prova,
a obra para a qual todas as outras são apenas uma preparação.
Por isso, pessoas jovens que ainda são estreantes em tudo,
não sabem amar: tem que aprendê-lo.
Com todo o seu ser,
com todas as suas forças concentradas em seu coração solitário,
medroso e palpitante,
devem aprender a amar.
Mas a aprendizagem é sempre uma longa clausura.
Assim, para quem ama, o amor,
por muito tempo e pela vida afora,
é solidão,
isolamento cada vez mais intenso e profundo.
O amor, antes de tudo,
não é o que se chama entregar-se,
confundir-se, unir-se a outra pessoa.
Que sentido teria, com efeito,
a união com algo não esclarecido,
inacabado, dependente?
O amor é uma ocasião sublime para o indivíduo amadurecer,
tornar-se algo em si mesmo,
tornar-se um mundo para si,
por causa de um outro ser;
é uma grande e ilimitada exigência que se lhe faz,
uma escolha e um chamado para longe.
Do amor que lhes é dado,
os jovens deveriam servir-se unicamente como de um convite para trabalhar em si mesmos.
A fusão com outro, a entrega de si,
toda a espécie de comunhão não são para eles;
são algo de acabado para o qual,
talvez, mal chegue atualmente a vida humana.
Creio que aquele amor persiste tão forte e poderoso
em sua memória justamente por ter sido sua primeira solidão
profunda e o primeiro trabalho interior com que moldou a sua vida.
Rainer Maria Rilke
Liberdade

O difícil é encontrar tempo e, por que não dizer,
a coragem para olhar para dentro de si mesmo.
O olhar para dentro de si implica em confrontos
com nossa pessoa mais verdadeira; aquela que não se adorna nem se mascara.
Dizem que o que os olhos não vêem, o coração não sente; mas as emoções que nos recusamos a sentir permanecem reclusas e comprimidas a espera de um momento em que nossa
fragilidade nos faça diminuir a vigilância. E aí, então elas explodem desordenadas, esparramando sensações com as quais não estamos a acostumados a conviver.
E, por isso mesmo não sabemos domá-las.
Podemos escolher:
Ou vivermos em constante luta para que elas
não escapem ao nosso controle; e aí seremos como um barqueiro conduzindo seu barco num rio pontilhado de pedras.
Ou, então, deixar que elas fluam naturalmente;
e, então, seremos mais verdadeiros
e conscientes de nossa própria identidade.
Olhar para dentro de nós mesmos é começar a
conhecer esta identidade;
Aceitar e compreender o que virmos será o
primeiro passo para caminhar ao encontro de nossa verdadeira liberdade.
Amor verdadeiro
O amor tem segredos que devem ser mantidos, sonhos que necessitam ser perseguidos, momentos que precisam ser esquecidos.O amor tem dias acesos e apagados, tempos secos e molhados, sentimentos escondidos e declarados.
O amor tem o lado direito e o do avesso, desperta cobranças mas não tem preço.
O amor tem a hora de acordar e a de ir dormir, a de se sacrificar e a de exigir.
O amor precisa saber pedir perdão e sempre inflamar o coração.
O amor de verdade tem raiz, caule, flores e frutos e docemente deve preencher dias, horas, minutos.
O amor tem que pedir licença e ter paciência, tem que ser sonoro, porém, sem ruído, oras incerto, oras preciso.
O amor, às vezes, tem um lado da cama vazio, com cobertas pra proteger do frio.
O amor verdadeiro deve ser um bom amigo, um parceiro inseparável e querido que compreenda e queira escutar, que ajude e saiba cuidar, que se doe sem nada cobrar.
O amor tem portas que não se pode trancar e janelas que não se deve fechar.
O amor verdadeiro corre atrás da felicidade por mais que duvide que ela possa existir e desconhece a palavra desistir.
O amor verdadeiro é simples e certeiro, raramente é o primeiro, costuma ser o derradeiro.
O amor verdadeiro se cansa, mas ele é sábio, deita e descansa, se revigora, se fortalece, se ilumina, aumenta e cresce.
Amar de verdade dá trabalho, pois não existe um atalho pra fugir dos dilemas e por isso se faz necessário enfrentar todos os problemas.
O amor verdadeiro é inteiro, sem partes, pedaços, metades e sobrevive apesar das dificuldades.
O amor verdadeiro é aquele que tenta salvar quando uma das partes pensa em pular ou pula junto para não se separar.
Letícia Thompson
O pirilampo

Nunca te afirmes imprestável.
Num aldeamento de colonização, surgiu um químico dedicado à fabricação de remédios, pesquisando as qualidades de certo arbusto que existia unicamente em cavernas.
Detendo informes de antigos habitantes da região, muniu-se de lâmpada elétrica, vela e fósforos para descer aos escaninhos de grande furna.
O homem começou a distanciar-se da luz do sol e porque as sombra se escondesse, acendeu a lâmpada desdobrando uma corda que, na volta, lhe orientasse o caminho.
A breves instantes, porém, as pilhas se esgotaram. Recorreu aos fósforos e inflamou a vela; entretanto, a vela se derreteu e os fósforos foram gastos inteiramente, sem que ele atingisse o que desejava.
Dispunha-se ao regresso, quando viu em pequeno recôncavo do espaço estreito e escuro, o brilho intermitente de um pirilampo.
Aproximou-se curioso e, à frente dessa luz, achou a planta que buscava, com enorme proveito na tarefa a que se propunha.
Anotemos a conclusão.
Quem não pode ser luz solar, terá possivelmente o clarão da lâmpada. Quem não consegue ser a lâmpada terá consigo o valor de uma vela acesa ou de um fósforo chamejante. E quem não disponha de meios a fim de substituir a vela ou o fósforo, trará sem dúvida, o brilho de um pirilampo.
Emmanuel
Do livro "Recados do Além"
Psicografada por Francisco Cândido Xavier
sábado, 21 de junho de 2008
Forma pensamento

quarta-feira, 18 de junho de 2008
Máximas de Allan Kardec

CONSELHOS, REFLEXÕES E MÁXIMAS DE ALLAN KARDEC
Fragmentos extraídos dos doze primeiros anos da Revista Espírita
Traduzido por Paulo A. Ferreira - pauloaf@ism.com.br
do original CONSEILS, REFLEXIONS, ET MAXIMES D’ALLAN KARDEC
editado por Le Centre Espirite Lionnais Allan Kardec
: « O Espiritismo, tendo por objetivo a melhoria dos homens, não vem em absoluto buscar os que são perfeitos, mas aqueles que se esforçam por se transformar colocando em prática os ensinos dos Espíritos. O verdadeiro Espírita não é aquele que chegou ao objetivo, mas é aquele que quer seriamente atingi-lo. Quaisquer que sejam então seus antecedentes, ele será um bom espírita desde que reconheça suas imperfeições e que seja sincero e perseverante em seu desejo de se corrigir. O Espiritismo é para ele uma verdadeira regeneração, porque rompe com seu passado; indulgente para com os outros como queria que o fossem para com ele, não sairá de sua boca nenhuma palavra malevolente nem injuriosa para as pessoas. Aquele que em uma reunião se afastar da conveniência provará não somente uma falta de saber-viver e de urbanidade, mas uma falta de caridade; aquele que se melindra quando contrariado em suas opiniões e pretende impor sua pessoa ou suas idéias, fará prova de orgulho; ou, nem um nem o outro estará no caminho do verdadeiro Espiritismo, isto é do Espiritismo Cristão. Aquele que crê ter uma opinião mais justa que os outros a faria mais bem aceita pela doçura e pela persuasão; o azedume seria um grande erro de sua parte."
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Discernimento Consciencial
Por Wagner BorgesSe eu admirar Krishna e cantar mantras e louvores ao divino, mas não tiver amor pela vida, então estarei perdido em mim mesmo.
Se eu meditar profundamente e falar dos ensinamentos dos rishis, mas não ver o divino em tudo, nada serei realmente.
Se eu seguir os ensinamentos de Buda e, até pregar em nome do iluminado, mas não praticá-los nas lides da vida cotidiana, então tudo continuará em trevas dentro do meu coração.
Se eu falar dos ensinamentos dos mestres, ou dos mentores espirituais, mas não viver com alegria e nem me apaixonar pelo Todo, com certeza terei perdido o tempo de vida e suas experiências.
Se eu falar de Shiva, mas não transformar o meu ego em servidor da luz, de que adiantará?
Se eu falar dos santos, dos boddhisattvas, dos avatares, ou mesmo dos anjos, mas ainda carregar violência em meu coração, tudo permanecerá estranho dentro de mim.
Se eu falar da luz, mas carregar maldade em meus anseios e portar as faixas escuras do ódio no coração, então andarei em trevas.
Se eu falar da Mãe Divina e de sua doçura incondicional, mas projetar as farpas do egoísmo e da maledicência sobre os outros, estarei em miséria consciencial.More…
E se eu estudar os temas conscienciais, mas permanecer cheio de medo diante do invisível e ainda temer as provas do caminho, então só restarão as cinzas de minha ignorância diante do meu olhar de impotência.
Mas, se, mesmo diante das dificuldades, eu assumir o comando de minha consciência e melhorar o que penso, o que sinto e o que faço, então serei eu mesmo melhorado.
E essa é a grande riqueza que alcançarei: eu mesmo melhorado!
Não é o que acredito, que faz o que eu sou. É o que eu sou, realmente, que me faz como sou.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Dizia Khalil Gibran sobre a união
Estereis juntos quando as asas brancas da Morte
acabarem com os vossos dias.
Estareis juntos mesmo na memória silenciosa de Deus.
Mas que haja espaços na vossa união e que os ventos
celestiais possam dançar entre vós.
Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor uma prisão;
Deixa antes que seja um mar ondulante entre as margens
das vossas almas.
Enchei a taça um do outro, mas não bebais de uma só taça.
Parti o vosso pão ao meio, mas não comais do mesmo pão.
Como as cordas de uma lira estão sozinhas embora vibrem
ao som da mesma música.
Entregai os vossos corações, mas não ao cuidados um do outro.
E ficai juntos, mas não demasiados juntos, pois os pilares do
templo estão afastados, e o carvalho e o cipreste não crescem
á sombra um do outro..."
em "O Profeta".
terça-feira, 10 de junho de 2008
Lei do amor e da caridade
Não esqueçamos nunca que o espírito, qualquer que seja o grau de seu adiantamento, sua situação como encarnado, ou na erraticidade, está sempre colocado entre um superior, que o guia e aperfeiçoa, e um inferior, para com o qual tem que cumprir esses mesmos deveres. Sejamos, pois, caridosos, praticando, não só a caridade que nos faz dar friamente o óbolo que tiramos do bolso ao que nos ousa pedir, mas a que nos leve ao encontro das misérias ocultas. Sejamos indulgentes com os defeitos dos nossos semelhantes. Em vez de votarmos desprezo à ignorância e ao vício, instruamos os ignorantes e moralizemos os viciados. Sejamos brandos e benevolentes para com tudo o que nos seja inferior. Amemos os desgraçados, os criminosos, como criaturas, que são, de Deus, às quais o perdão e a misericórdia serão concedidos, se se arrependerem, como também a nós, pelas faltas que cometemos contra Sua lei. Assim sejamos para com os seres mais ínfimos da criação e teremos obedecido à lei de Deus.
Excertos de “O Livro dos Espíritos” e “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Processo da reencarnação

"Já estive mais animado — disse ele, triste —; entretanto, agora, falece-me a energia... Sinto-me fraco, incapacitado... Enquanto lutei por obter a transformação de meu futuro pai, experimentava mais confiança e serenidade... agora, porém..., que consegui a dádiva do retorno à luta, tenho receio de novos fracassos...
Dentre todos os irmãos que me assistem agora, Herculano me acompanhará com desvelo e constância... Bem sei. No entanto, o renascimento na carne, com os valores espirituais que já possuímos, representa um fato gravíssimo em nosso processo de elevação... Ai de mim, se cair outra vez!..."
O orientador falou-lhe com afetuosa autoridade:
Restaure sua fé, regenere a esperança. Não deixe de cooperar com a sua confiança em nosso Labor para o seu próprio benefício. Dê trabalho à sua imaginação criadora. Mentalize os primórdios da condição fetal, formando em sua mente o modelo adequado. Você encontrará na maternidade nobre de Raquel os mais eficientes auxílios e receberá de nós outros a mais decidida colaboração; entretanto, lembre-se de que o seu trabalho individual será muito importante, no setor da adaptação e da recepção, para que triunfe na presente oportunidade. Não perca tempo em expectativas ansiosas, cheias de dores e apreensões. Levante o padrão de suas forças morais.
Um dos Espíritos Construtores, que parecia o chefe do grupo em operações, abraçou-o, comovidamente, e falou:
Contamos com o seu concurso para a divisão da cromatina no útero materno.
A modelagem fetal e o desenvolvimento do embrião obedecem a leis físicas naturais, qual ocorre na organização de formas em outros reinos da Natureza, mas, em todos esses fenômenos, os ascendentes de cooperação espiritual coexistem com as leis, de acordo com os planos de evolução ou resgate. O concurso da espiritualidade, portanto, em processos tais, é uma das tarefas mais comuns.
O esquecimento do passado

O esquecimento, nessas existências fragmentárias, obedecendo às leis superiores que presidem ao destino, representa a diminuição do estado vibratório do Espírito, em contacto com a matéria. Esse olvido é necessário, e, afastando-se os benefícios espirituais que essa questão implica, à luz das concepções científicas, pode esse problema ser estudado atenciosamente.
Tomando um novo corpo, a alma tem necessidade de adaptar-se a esse instrumento. Precisa abandonar a bagagem dos seus vícios, dos seus defeitos, das suas lembranças nocivas, das suas vicissitudes nos pretéritos tenebrosos. Necessita de nova virgindade; um instrumento virgem lhe é então fornecido. Os neurônios desse novo cérebro fazem a função de aparelhos quebradores da luz; o sensório limita as percepções do Espírito, e, somente assim, pode o ser reconstruir o seu destino. Para que o homem colha benefícios da sua vida temporária, faz-se mister que assim seja.
Sua consciência é apenas a parte emergente da sua consciência espiritual; seus sentidos constituem apenas o necessário à sua evolução no plano terrestre. Daí, a exigüidade das suas percepções visuais e auditivas, em relação ao número inconcebível de vibrações que o cercam.
Todavia, dentro dessa obscuridade requerida pela sua necessidade de estudo e desenvolvimento, experimenta a alma, às vezes, uma sensação indefinível... é uma vocação inata que a impele para esse ou aquele caminho; é uma saudade vaga e incompreensível, que a persegue nas suas meditações; são os fenômenos introspectivos, que a assediam freqüentemente.
Nesses momentos, uma luz vaga da subconsciência atravessa a câmara de sombras, impostas pelas células cerebrais, e, através dessa luz coada, entra o Espírito em vaga relação com o seu passado longínquo; tais fatos são vulgares nos seres evolvidos, sobre quem a carne já não exerce atuação invencível. Nesses vagos instantes, parece que a alma encarnada ouve o tropel das lembranças que passam em revoada; aversões antigas, amores santificantes, gostos aprimorados, de tudo aparece uma fração no seu mundo consciente; mas, faz-se mister olvidar o passado para que se alcance êxito na luta.
(Ver: Intuição )
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Simpatias e antipatias terrenas

Nem sempre lhes seria agradável reconhecerem-se. A recordação das passadas existências teria inconvenientes maiores do que imaginais. Depois de mortos, reconhecer-se-ão e saberão que tempo passaram juntos.
A simpatia não tem sempre por princípio um anterior conhecimento. Dois Espíritos, que se ligam bem, naturalmente se procuram um ao outro, sem que se tenham conhecido como homens.
Nem sempre, os encontros que costumam dar-se, entre algumas pessoas e que comumente se atribuem ao acaso, são efeito de uma certa relação de simpatia. Entre os seres pensantes há ligação que ainda não conheceis. O magnetismo é o piloto desta ciência, que mais tarde compreendereis melhor.
A repulsão instintiva que se experimenta por algumas pessoas, se origina do fato de serem Espíritos antipáticos que se adivinham e reconhecem , sem se falarem.
