terça-feira, 19 de maio de 2009

No abraço secreto dos Budas


“Que todos os seres machucados possam ser curados na luz da compaixão.
Que do coração de todos os Budas possam brotar as ondas de serenidade.
Que, no silêncio do invisível, ecoe o chamado espiritual para a regeneração.
Que os gritos de aflição sejam transformados em lindas canções espirituais.
Que as regiões abismais sejam transformadas em jardins floridos.
Que o perfume da paz perene se propague pelo éter, em todos os corações.
Que as correntes das dores antigas se partam diante da ação da luz serena.
Que os esquecidos do mundo saibam que todos os Budas os amam.
Que os seus pensamentos e sentimentos sejam tocados secretamente, pelo amor.
Que a escuridão do ego seja diluída pela ação da luz serena e incondicional.
Que todos os corações partidos sejam novamente unidos no coração dos Budas.
Que seja possível escutar música novamente e abrir o coração ao infinito...
Que as placas de ódio se diluam no abraço sutil dos Budas que velam na noite. 
Que seja possível novamente se encantar com a vida, em todos os planos.
Que as feridas dos dias sombrios sejam curadas na luz dos Budas silenciosos.
Que seja possível renovar os caminhos, as escolhas e os atos, para voltar a viver.
Que os Budas transformem as lembranças dos dias amargos em risadas gostosas.
Que seja possível entregar-se ao cálido abraço da compaixão incondicional.
Para que, inspirados pelos Budas, todos despertem e se tornem Budas também. "


quinta-feira, 9 de abril de 2009

Humanidade Real


“... Eis o Homem!” – Pilatos. (JOÃO, capítulo 19, versículo 5.)

Apresentando o Cristo à multidão, Pilatos não designava um triunfador terrestre.
Nem banquete, nem púrpura.
Nem aplauso, nem flores.
Jesus achava-se diante da morte.
Terminava uma semana de terríveis flagelações.
Traído, não se rebelara.
Preso, exercera a paciência.
Humilhado, não se entregou a revides.
Esquecido, não se confiou à revolta.
Escarnecido, desculpara.
Açoitado, olvidou a ofensa.
Injustiçado, não se defendeu.
Sentenciado ao martírio, soube perdoar.
Crucificado, voltaria à convivência dos mesmos discípulos e beneficiários que o haviam abandonado, para soerguer-lhes a esperança.
Mas, exibindo-o, diante do povo, Pilatos não afirma: — Eis o condenado, eis a vítima!
Diz simplesmente: — “Eis o Homem!”
Aparentemente vencido, o Mestre surgia em plena grandeza espiritual, revelando o mais alto padrão de dignidade humana.
Rememorando, pois, semelhante passagem, recordemos que somente nas linhas morais do Cristo é que atingiremos a Humanidade Real.

EMMANUEL
(Fonte Viva, 127, FCXavier, FEB)

terça-feira, 31 de março de 2009

Desgraças terrenas


Toda vez que uma desgraça se abate sobre um homem, a verdadeira desgraça para ele é não saber receber devidamente o infortúnio que lhe chega.

Desgraça, realmente, é o mal, o prejuízo, o dano que se pode praticar contra alguém e não o que se recebe ou se sofre.

O que muitas vezes tem aparência de desgraça - e isto quase sempre - é resgate intransferível e valioso que assoma à alfândega do devedor, cobrando-lhe os débitos livremente assumidos e aceitos.

Das mais duras provações sempre resultam benefícios valiosos para o espírito imortal. Há que considerar cada um a própria posição que mantém na vida terrena para avaliar com acerto os acontecimentos que o visitam.

Quando somente se experimentam as emoções físicas e conceituamos os valores imediatos, desgraças, em realidade, para tais, são os pequenos caprichos não atendidos, as veleidades vaidosas não respeitadas, as ambições ridículas não satisfeitas que assumem papel preponderante e se transformam em infelicidade legítimas, porquanto, ignorando propositadamente as realidades superiores, esses descuidados se apegam às menores coisas e aos recursos de nenhuma monta, derrapando para a irritabilidade, as paixões, a loucura, o suicídio: desgraças que levam o Espírito às províncias de amarguras inomináveis, a vencerem tempo sem limite em etapas de dor sem nome...

As desgraças que foram convencionadas como: perda de saúde, prejuízos financeiros, ausência de pessoas amadas, desemprego, acidentes, abandono por parte de queridos afetos, se constituem áspero testemunho que chega ao ser em jornada redentora, se transformam também em portal que transposto estoicamente descera a dádiva da felicidade permanente e enseja paz sem refrega de luta em atmosfera de harmonia interior.

Quando o infortúnio não resulta de imediato desatino ou leviandade à bênção da Vida à vida, facultando vitória próxima.

Nesse particular os Espíritos Superiores levam em alta consideração os sofrimentos humanos, as desgraças que abatem homens, família, povos e, pressurosos, em nome da Misericórdia Divina, acorrem a ajudar e socorrer esses padecentes, dando-lhes forças e coragem para permanecerem firmes e confiantes, buscando diminuir neles a intensidade da dor, e, noutras circunstâncias, tendo em vista os novos méritos que resultam das conquistas individuais ou coletivas, desviando-as, atenuando-as, impedindo mesmo que se realize, pela constrição do sofrimento, a depuração espiritual, o que faculta capazes de anular o saldo devedor constritivo e perseverante, porque se a Justiça Divina é rigorosa e imutável, a Divina Misericórdia se consubstancia no amor, tendo-se em vista que Deus, nosso Pai Excelso, "é amor".

"Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados". Mateus: 5-4.
"De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida".

Do livro "Florações Evangélicas",
de Divaldo P. Franco - Joanna de Ângelis


segunda-feira, 9 de março de 2009

UM SUBLIME ALGUÉM

Ninguém poderá carregar o fardo de suas dores.
Eduque-se com o sofrimento.
Ninguém lhe entenderá os problemas complexos da existência.
Exercite o silêncio.
Ninguém seguirá com você indefinidamente.
Acostume-se com a solidão.
Ninguém acreditará que as suas aflições sejam maiores do que as do vizinho.
Liberte-se delas com o trabalho de auto-iluminação.
Ninguém responderá pelos seus erros.
Tenha cuidado no proceder.
Ninguém suportará suas exigências.
Adira à brandura e à simplicidade.
Ninguém o libertará do arrependimento após o crime.
Medite na paciência e domine os impulsos.
Ninguém compreenderá seus sacrifícios e renúncias para a manutenção de uma vida modesta e honrada.
Persevere no dever bem cumprido.
Sábio é todo aquele que reconhece a infinita pequenez ante a infinita grandeza da vida.
Embora ninguém possa servi-lo sempre, você encontrará um sublime Alguém que tem para cada anseio da sua alma uma alternativa de amor.
Aprenda que a luta é a lição de cada hora no abençoado livro da existência planetária e siga adiante com Ele.

Divaldo Franco / Marco Prisco

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Lei de ação e reação ou Lei do carma


Tudo de bom ou ruim que você fizer hoje, algo de força equivalente amanhã irá lhe beneficiar ou prejudicar, seja nesta ou em outra vida. "A cada um será dado de acordo com suas obras." Não existe escapatória ou subterfúgios perante as Leis de Deus. Existe, sim, uma possível abreviação do carma. Através da prática do bem e da caridade, um espírito pode alterar ou diminuir sua dívida cármica.
Como conclusão, o Espiritismo não nos autoriza generalizar o 
sofrimento como sendo uma punição, conseqüência de erros cometidos. 
Léon Denis, um dos continuadores de Kardec, que muito bem 
compreendeu a verdadeira missão da dor, ensina: 
"Todos aqueles que sofrem não são forçosamente culpados em vida 
de expiação. Muitos são Espíritos ávidos de progresso,
que escolheram vidas penosas e de labor para colherem o 
benefício moral que anda ligado a toda pena sofrida.
" E mais à frente: "Às almas fracas, a doença ensina a paciência,
a sabedoria, o governo de si mesmas. Às almas fortes, pode oferecer 
compensações de ideal, deixando ao Espírito o livre vôo de suas
aspirações até ao ponto de esquecer os sofrimentos físicos".
A causa do sofrimento não somente está no passado ou no presente, 
mas também no futuro. A dor-evolução não está corrigindo erros cometidos, 
mas construindo um porvir venturoso para o Espírito em evolução. 
Sabemos que muitos deles reencarnam em missão na Terra,
com o objetivo de impulsionar o nosso progresso moral e científico.
Tais Espíritos aceitam resignados, até mesmo com certa alegria, 
as adversidades e infortúnios de tal existência, por saberem que 
estão se adiantando na escala evolutiva (O Livro dos Espíritos, questão 178).
Logo, sofrem as dores da evolução, aquela que vem de fora para dentro,
ao contrário da dor-expiação, que vem de dentro para fora, pois é purgação.
A reencarnação não é um processo punitivo; 
é manifestação da misericórdia divina. 
Não reencarnamos somente por sermos devedores, mas,
acima de tudo, porque a vida na matéria significa oportunidade
de crescimento em todas as latitudes espirituais.
A evolução é lei divina e, por isso, imperiosa. 
Sofremos, vez ou outra, pela causa que abraçamos e 
não somente por causa de alguma infringência às leis divinas.
Fonte: "Revista Internacional de Espiritismo" - Jan/2001

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Atividade no bem


"Nenhuma atividade no bem é insignificante... As mais altas árvores são oriundas de minúsculas sementes. A repercussão da prática do bem é inimaginável... Para servir a Deus, ninguém necessita sair do seu próprio lugar ou reivindicar condições diferentes daquelas que possui.”
Chico Xavier

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

As palavras não dizem mais do que um olhar


As palavras não dizem mais do que um olhar, E o amor é a coisa mais linda de todas. No entanto, emoções estranhas podem bloqueá-lo, Trazendo dúvida e rompendo a alegria. O amor não rompe a luz do coração.

Pelo contrário, faz o peito virar sol. Faz a vida valer a pena! Torna o olhar luminoso. Faz, do ato de respirar, uma festa vital. Quem ama sabe que um grande amor não cabe num pequeno coração. Por isso, transborda de sentimentos bons para outros corações.
E, assim, faz o amor circular... E tudo vira grandeza no brilho do olhar. Como dizia o poeta, “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. Sim, tudo vale a pena quando o amor transborda. Então, algo acontece no coração, que vira sol. E que palavras poderão descrever isso? Talvez, só o olhar revele tanto, mesmo à distância, por entre as estrelas. O olhar do Grande Espírito, Causa da Vida e do Grande Amor, E que inspira um pequeno coração a transbordar... Para alguns, o amor é só uma palavra, mas, para quem ama, O amor não foge de si mesmo e nem renega nada. Quem faz isso é o medo! O amor não rouba a luz do coração. Quem faz isso são as emoções mal-resolvidas. O amor não anestesia a consciência. Pelo contrário, desperta o Ser para a luz e a vida. O amor não agride e nem se deixa levar pelo mal. Pelo contrário, é do Bem e faz querer viver. O amor não se vende, nunca! Ah, o amor é o amor... Não se explica, só se sente. P.S.: Como diz o ditado, “o mal que me fazem não me faz mal. Faz-me mal o mal que eu faço!” Então, fico com o amor. Fico com a vida. Fico com a luz. E que o Grande Arquiteto Do Universo abençoe a quem ler essas linhas. 
(Dedicado a Krishna).
 (Wagner Borges)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Almas sinceras


De almas sinceras, a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.

William Shakespeare

O amor

"O importante não é o que se dá,
mas o amor com que se dá."
Madre Teresa de Calcutá

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Aquilo que existe em mim


Aquilo que existe em mim e faz parte de mim, pode ser transformado...
se eu quizer.
Aquilo que é do outro, só pode ser transformado por ele e será compreendido
e aceito por mim, dentro dos meus limites... se existir respeito.
Posso falar ao outro o que sinto com relação ao que ele faz ou diz...se houver
liberdade.
Não posso afirmar .." aquilo que o outro fez ou disse me feriu".....eu é que
me feri com aquilo que ele fez ou disse...tenho opções.
Eu sou dono das minhas emoções...sensações e sentimentos
também das minhas atitudes pensamentos e palavras! Maravilha!
Não é coerente dizer que fiz algo por alguém...só porque alguém
fez isso comigo primeiro....se eu agisse assim seria apenas resposta e eco...
sem vida! É mais valioso optar por agir ao invés de reagir.
É mais sensato perceber que sou dono das minhas ações e se faço algo..
sou o responsável por isso....tenho escolhas.

Reconheço que as rédeas do meu destino estão nas minhas mãos
e me recuso a segurar as rédeas do destino do outro...é meu direito.
Procuro o amor em sua mais bela expressão...e por isso abro mão de
querer ter o controle sobre a vida do outro.
Quero amar com liberdade...com plenitude!
Quero amar antes de tudo... por que é bom!

Texto de 
Kali Mascarenhas

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O que é ser espírita?


"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más".
Allan Kardec

Ser espírita é ser autêntico, trabalhando na autonomia pessoal o direito à felicidade possível; é ser íntimo da alegria, num fluir contínuo de comunhão da criatura com a fonte da beleza, que é o Criador; é orar com absoluta confiança n’Ele, trabalhando com entusiasmo, agindo caridosamente, desculpando os ofensores, aplicando a bondade, a lealdade, a humildade, a compreensão e o algodão do perdão na chaga aberta por quantos nos ferem ou agem de maneira reprochável; é praticar a caridade em todos os níveis e em todas as oportunidades que se oferecem, porque "fora da Caridade não há salvação" para as nossas Almas; é saber amar o próximo, estendendo este amor até mesmo aos que nos magoam, nos ferem e são caracterizados à conta de inimigos, vez que, aquele que fere, é um doente da Alma, apartado do bem e do amor a Deus; é tolerar com paciência, as situações desagradáveis e as horas amargas, defrontadas no curso do carreiro evolutivo, não permitindo que os empecilhos se transformem em tristezas entorpecentes ou mecanismos ancilosantes que obstam nossa ação no bem com Jesus; é ser benevolente com os irmãos em Humanidade e não exigir deles qualidades que ainda não possuímos.

Quando tudo parece conspirar contra a felicidade almejada, o espírita será sempre aquele que erguerá os olhos para a face risonha da Vida que o antoja, superando o momento aziago com alegria, confiança em Deus, serenidade, bondade e amor...

O Espírita-Cristão, não carece ser na sociedade em que vive, um ser exótico, diferente dos demais, senão na consciência reta e pulcra no fiel comprimento dos deveres que lhe são próprios.

A Divina Sabedoria que rege nossos destinos, é perfeita em todos os sentidos e observando nossa condição de Espíritos Eternos, acalenta-nos em seu Amor Infinito e incondicional, preceituando para cada um de nós: saúde e não doença, conciliação e não discórdia, paz e não desequilíbrio, tolerância e não intransigência, alegria e não tristeza, esperança e não desânimo, perdão e não ressentimento, êxito e não fracasso, coragem e não fraqueza, fé e não medo destrutivo, disciplina e não desordem, progresso e não atraso.

A Doutrina de Jesus, se resume toda no amor e nos ensina a caridade, a justiça, a humildade, a paciência, a abnegação, o perdão e a resignação dinâmica que sabe agir no momento certo, jamais se amolentando na indiferença ou no desânimo...

O perdão oferecido pelo verdadeiro espírita, é aquele que brota das mais profundas anfractuosidades do coração e faz olvidar por completo as ofensas recebidas.

Os Espíritos amigos exoram:

"Pregai, exemplificando, a Caridade ativa, infatigável, que Jesus vos ensinou, substituindo a cólera que conspurca pelo amor que edifica; sede probos, leais e conscienciosos, fazendo sempre aos outros o que quereis que vos façam; amai sem escravizar-vos e sem escravizar".

Espiritismo!... Que além de ser Ciência, Filosofia e Religião, é também poesia!...

"Felizes dos que te conhecem e tiram proveito de seus ensinos!..."

 Kardec, A. in "O Evangelho segundo o Espiritismo" - Capítulo XVII, item 4 e 5

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Dia de São Francisco de Assis


4 de outubro

O dia 4 de outubro é dedicado a São Francisco de Assis. Nascido em 1182, em uma rica família mercante do norte da Itália, onde inicialmente continuou o negócio de seu pai.

Depois de um período de prisão por envolvimento em uma disputa de fronteiras em 1202, abandonou tudo em favor da vida religiosa.

Adotou a extrema a pobreza, mas pemaneceu trabalhando e pregando, especialmente para os pobres e doentes. Seu exemplo lhe trouxe muitos seguidores e em 1209, Inocêncio III aprovou a Ordem Franciscana. Foi ordenado diácono, mas sua humildade evitou que aceitasse o sacerdócio completo.

Rejeitou as posses materiais, vestindo apenas roupas simples e orientando seus seguidores a fazer o mesmo.

Seu ensinamento refletia um profundo amor ao mundo natural e respeito pelas mais humildes das criaturas. Por estas atitudes passou a ser considerado o protetor dos animais e patrono da Ecologia.

Empreendeu viagens missionárias ao sul da Europa e visitas ao sultão Al Kamil, no Egito, em um esforço para assegurar a paz durante a Quinta Cruzada.

Atribui-se a ele uma série de milagres e visões. Faleceu em 1226 e foi canonizado em 1228.

A vida deste homem é um exemplo forte que a maior riqueza a ser conquistada é a realização plena de um ideal.

Muitos homens, imaginam-se pequenos deuses, capazes de tudo criar ou destruir, com a ajuda do racionalismo.

É esse ilusório sentimento de onipotência que alimenta grande parte da agressividade que perplexamente constatamos hoje.

Fonte: www.animalworld.com.br

O beijo no leproso e o novo chamado de Deus


Em 1206, passeando a cavalo pelas campinas de Assis, viu um leproso, que sempre lhe parecera um ser horripilante, repugnante à vista e ao olfato, cuja presença sempre lhe havia causado invencível nojo.

Mas, então, como que movido por uma força superior, apeou do cavalo, e, colocando naquelas mãos sangrentas seu dinheiro, aplicou ao leproso um beijo de amizade.

Falando depois a respeito desse momento, ele diz: "O que antes me era amargo, mudou-se então em doçura da alma e do corpo. A partir desse momento, pude afastar-me do mundo e entregar-me a Deus".

Pouco depois, entrou para rezar e meditar na pequena capela de São Damião, semi destruída pelo abandono. Estava ajoelhado em oração aos pés de um crucifixo bizantino, que a piedade popular ali venerava, quando uma voz, saída do crucifixo, lhe falou: "Francisco, vai e reconstrói a minha Igreja que está em ruínas". Não percebendo o alcance desse chamado e vendo que aquela Igrejinha estava precisando de urgente reforma, Francisco regressou a Assis, tomou da loja paterna um grande fardo de fina fazenda e vendeu-a. Retornando, colocou o dinheiro nas mãos do sacerdote de São Damião, oferecendo-se para ajudá-lo na reconstrução da capela com suas próprias mãos.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Creio


“ CREIO

Que não temos nossa causa em nós mesmos

Que existe acima do homem e superior à natureza um Ser Pensante, Infinito, Eterno, Imutável, um Supremo Legislador

Que a existência de um Criador

De uma Razão primitiva

È um fato adquirido pela evidência material dos fatos.

Que o Universo não é nem surdo, nem cego

Que a vida não é uma confusão sem fim

Um caos informe

Que tudo tem a sua razão de ser, seu alvo, seu fim.

CREIO

Que o Nada é uma palavra vã

Que a Morte não existe

Que nada morre

Que o ser sobrevive ao seu invólucro

Que a morte não é um termo

Mas uma metamorfose

Uma transformação necessária

Um renovamento

Que somos eternos pela base do nosso ser

Que nada do que existe pode ser aniquilado

Que existiremos, porque existimos.

CREIO

Que não há aniquilamento

Mas sempre estados sucedendo outros estados

A eterna transmissão de outra ordem de coisas a outra

De uma economia a outra

De um serviço a outro

Que tudo renasce

Que tudo é o verdadeiro começo

Que nascer não é principiar

Mas mudar de figura

Que nossas existências são mais do que continuações, séries, conseqüências

Que sono ou despertar

Morte ou nascimento

São uma e a mesma coisa

Transição semelhante, acidente previsto.

CREIO

Que tudo evolui e tende para um estado superior

Que tudo se transforma e aperfeiçoa

Que o homem marcha sempre e sempre se engrandece

Que tudo rola, prolonga-se e renova-se

Que a morte não é o único teatro de nossas lutas e de nossos progressos

Que o Universo é sem lacuna

Que há mundos infinitos nesse universo infinito

Que o mundo é um ponto que conduz a outro

Que os há para todos os graus de crescimento.

CREIO

Que, saindo desta vida,

Não entramos em um estado definitivo

Que nada se acaba neste mundo

Que, enquanto um destino humano tem alguma coisa a cumprir, isto é,

Um progresso a realizar

Nada está acabado

Que a morte não deve ser tomada senão como um descanso em nossa viagem

Que a morte é feixe de caminhos

Que irradiam em todas as direções do Universo

Nos quais efetuamos nosso destino infinito

CREIO

Que Deus não criou almas civilizadas

Que a alma humana é o resultado do trabalho da vida

Que todos os homens são cidadãos da mesma pátria

Membros da mesma família

Ramos da mesma árvore

Que todos têm origem, destino e aspiração comuns

Que todos começam a ascensão

Que estão somente mais ou menos altos

Que os mais vis têm por lei alcançar os mais elevados.

CREIO

Que o homem não é o último anel que une a criatura ao Criador

Que não somos os primeiros depois de Deus

Eu temos ao menos tantos degraus sobre a cabeça como abaixo dos pés

Que a vida está em toda a parte

Que a alma está em toda coisa

Que o corpo envolve o espírito

Que o homem não é o único

Que é seguido de uma sombra

Que todos, o próprio calhau miserável, tem atrás de si uma sombra, uma sombra diante deles

Que todos são a alma que vive, que viveu, que deve viver.

CREIO

Que a harmonia do Universo se resume em uma só lei

Que o progresso por toda parte é para todos

Para o animal como para a planta

Para a planta como para o mineral

Que tudo segue a mesma rotação

Que tudo morre da mesma maneira e morre ultimamente

Que a vida sorve todos os seus elementos da própria morte

Que cresce por série contínua de transformações infinitas

Que parte do infinitamente pequeno

Marcha para o infinitamente grande.

CREIO

Que tudo o que vive é encarnação

Que toda evolução, toda transformação é encarnação

Que as criaturas sobem no crescimento d´alma como nos dos invólucros

Que o homem é o espírito encarnado

Que a alma não é criada ao mesmo tempo que o corpo

Que ela é apenas incorporada

Que a encarnação é uma lei da natureza

Uma necessidade absoluta, conseqüência lógica da lei do progresso

Que todo homem é um resumo de existências anteriores

Que se compõem de numerosas personagens, formando um só.

CREIO

Na pluralidade dos mundos

Na multiplicidade das existências

Na universal ascensão dos seres

Na progressão contínua da alma

Com os seus transportes, seus recuos, suas crises e as sansões que daí decorrem.

CREIO

Que neste Universo

Obra da Infinita Sabedoria

Nada acontece pelo jogo do acaso

Que nada se faz sem uma Soberana Justiça

Que toda desordem não existe senão em aparência

Que não há acaso nem fatalidade

Que há forças, leis que ninguém pode derrogar

Que todas as coisas do mundo têm ligação entre si

Que nada é isolado

Que o mundo material é solidário com o mundo espiritual

Que ambos se penetram reciprocamente

Que tudo se mantém,

Tudo se concorda

Tudo se encadeia e se liga

Sobre o ponto de vista moral, como físico

Que na ordem dos fatos

Dos mais simples ao mais complexo

Tudo é regulado por uma lei.

CREIO

Que q lei moral é uma verdade absoluta

Que a Justiça, a Sabedoria, a Virtude

Existem na marcha do mundo

Tanto quanto a realidade física

Que não se pode transpor, sem trabalho e sem mérito, um grau na iniciação humana

Que o espírito deve chegar só, por si, à verdade

E tem de tornar-se merecedor de sua felicidade

Que a felicidade para ter tido o seu preço, deve ser adquirida e não concedida.

CREIO

Que a vida não é um jogo, uma ilusão

Que a verdadeira vida não é a que multiplica os gozos

Que a felicidade tal qual a entendemos não pode existir

Que é preciso que o esforço subsista neste mundo

Que não estamos aqui para gozar

Mas lutar, trabalhar, combater

Que a luta é necessária ao desenvolvimento do espírito

Que o verdadeiro fim da vida consiste no dever

Que incumbe a todo ser humano de subjugar a matéria ao espírito

CREIO

Que o homem é justificado não por sua fé

Mas por suas obras

Que a prática do bem é a lei superior

A condição sine qua nom de nosso futuro

Que a santidade é o alvo a que devemos chegar

Que não se pode fazer tudo impunemente

Que a felicidade e a desgraça dos homens dependem absolutamente da observação da lei universal

Que rege a ordem na natureza

CREIO

Que existem um Inferno e um Paraíso filosóficos, isto é,

Um sistema natural que liga entre si, intimamente, as causas além e aquém do tempo

Que sempre nos sucedemos a nós mesmos

Que sempre determinamos

Por nossa marcha presente a marcha que seguiremos mais tarde

CREIO

Que o presente determina o futuro

Que cada homem tece em volta de si o seu destino

Que se torna sem cessar o que mereceu ser

Que nenhum desvio do caminho reto fica impune

Que os que dele se afastam serão a ele levados fatalmente

Que o progresso é uma lei soberana

A qual ninguém resiste

Que não há um defeito

Uma imperfeição moral

Uma ação má

Que não tenha a sua contradita e suas conseqüências naturais

Que não há ato útil sem proveito

Falta sem sanção

Que não há ação que possa sonegar-se.

CREIO

Que cada um deve a si mesmo a sua sorte

Que cada um cria a si mesmo as suas alegrias como as suas penas

Que o homem é o seu próprio algoz

Que se remunera e se pune a si mesmo

Que colhe o que semeia e nutre-se do que colhe

Debilitado ou fortificado pelos alimentos que ele próprio produziu

Que a alma transporta em si mesma o seu próprio castigo

Em todo lugar em que se possa encontrar

Que o inferno não é um lugar, mas uma condição de ser

Um estado da alma

Que pertence a cada de nós sair dele ou aí nos manter

CREIO

Que a pena não está senão na falta

Que é impossível que essas coisas possam separar-se

Que o sofrimento não é o resultado do acaso

Que toda lágrima lava alguma coisa

Que a dor e culpabilidade são sinônimos

Que o homem em evolução é tributário de seus erros e

De seus maus pensamentos

Que somos nós os instrumentos de nosso próprio suplício.

CREIO

Que toda vida culposa deve ser resgatada

Que toda falta cometida

Todo mal causado é uma dívida contraída

Que deve ser paga no momento ou noutro

Quer em uma existência quer na outra

Que a fatalidade aparente

Que semeia de males o caminho da vida

Não é senão a conseqüência do nosso passado

O efeito produzido pela causa

Que a vida terrestre é ao mesmo tempo reparação e preparação

Que nenhum de nós é o que deve ser e

Que é preciso que a razão se cumpra

Que a justiça se faça e o bem seja feito.

CREIO

Que cada nova existência é um novo ponto de partida

Em que o homem é aquilo que se fez

Que renasce com o seu débito e

Com o seu crédito

Que nada perde do que adquiriu

Que o esquecimento temporário do passado

É a condição indispensável de toda provação e de todo progresso

Que é preciso que o esforço seja livre e voluntário

Que o conhecimento dos fatos anteriores e

Das sansões inevitáveis embaraçaria o homem

Em lugar de ajudá-lo

Que é justo e necessário que

Em seu estado atual, o passado e o futuro lhe sejam ocultos.

CREIO

Enfim, que a revelação é progressiva

Que a verdade se desvenda sempre

Segundo os tempos e os lugares

Que estamos na aurora da vida consciente

E que marchamos, todos, na solidariedade universal

Através de vidas sucessivas para a infinita perfeição

Que o futuro encerra e que tudo foi criado

Tendo em vista um bem final

Que o Bem é a lei do Universo

E o Mal um estado transitório

Sempre reparável

Uma das fases inferiores da evolução dos seres para o bem

Que nada de irremediável pesa sobre nós

Que tudo se apaga

Tudo se dissolve

Que a dor é libertadora

Que nada é negro

Nada é triste

Que tudo acaba bem

E que não se tem senão de esperar a sua hora em um mundo ou em outro.”


"Eurípedes Barsanulfo - O Educador"





quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Homossexualismo



Segundo o pensamento espírita, o homossexual é um espírito que enfrenta momento de provação, e que deve estar vigilante para que saia vitorioso, em vez de agravar os seus débitos perante a lei divina. Mas o que é estar de acordo com a lei divina? A resposta foi dada por Jesus: Fazer aos outros todo o bem que gostaríamos que nos fizessem. Certamente que isso se manifesta também em nossos relacionamentos afetivos, através de gestos de respeito e carinho por aqueles seres com quem nos relacionamos. Então, o equilíbrio sexual (que se manifesta por um comportamento que não é promíscuo e nem desrespeitoso para com os sentimentos alheios) é caminho seguro tanto para homossexuais como para heterossexuais.

Todos nós somos seres em busca do equilíbrio espiritual. A maior parte de nós traz graves comprometimentos no que diz respeito no campo sexual. O Espírito Emmanuel, em sua obra "Vida e Sexo", psicografada por Chico Xavier, nos informa que, quase sempre, os que chegam no além-túmulo, sexualmente desequilibrados, depois de longas perturbações, renascem no mundo tolerando moléstias insidiosas, ou em condição homossexual, amargando pesadas provas como conseqüência dos excessos que cometeram no passado.


Ainda o Espírito Emmanuel, em O Consolador, nos mostra que Deus não extermina as paixões dos homens, mas fá-las evoluir, convertendo-as pela dor em sagrados patrimônios da alma, competindo às criaturas dominar o coração, guiar os impulsos, orientar as tendências, na evolução sublime dos seus sentimentos. Informa Emmanuel que observamos almas numerosas aprendendo, entre as angústias sexuais do mundo, a renúncia e o sacrifício, em marcha para as mais puras aquisições do amor divino.

A recomendação do Espiritismo para o respeito e a compreensão para com os irmãos que transitam em condições sexuais inversivas (homossexualismo), ocorre em função do sentimento de fraternidade ou caridade que deve presidir o relacionamento humano, mas igualmente pelo fato de que nenhum de nós tem autoridade suficiente para condenar quem quer que seja, pois todos temos dificuldades morais e/ou materiais graves que precisam de educação. A esse respeito, Emmanuel finaliza o livro Vida e Sexo com a seguinte recomendação: "Diante de toda e qualquer desarmonia do mundo afetivo, seja com quem for e como for, colocai-vos, em pensamento, no lugar dos acusados, analisando as vossas tendências mais íntimas e, após verificardes se estais em condições de censurar alguém, escutai no âmago da consciência, o apelo inolvidável do Cristo: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei".

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Religiosidade baseada no amor



A religiosidade baseada no amor, no respeito do
vivente, seu senso de independência e de paz, reune cada população e sua cultura.
Cada diferença de prática, de credo, de método por conseguimento do Divino -
que não torna causa de separação- por ser considerada uma riqueza.
A nova religiosidade deve incluir a nova ciência.
A religião do futuro será uma religião cósmica.
Deverá transcender um Deus pessoal e evitar dogma e teologia.
Abraçando junto o natural e o espiritual, deverá ser fundamentada
em um senso religioso que nasce da esperança de toda a coisa natural e espiritual,
como parte de uma única inteligência.


Albert Einstein.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Lugar depois da morte

Muitas vezes perguntas, na Terra, para onde seguirás, quando a morte venha a surgir…

Anseias, decerto, a ilha do repouso ou o lar da união com aqueles que mais amas…
Sonhas o acesso à felicidade, à maneira da criança que suspira pelo colo materno…
Isso, porém, é fácil de conhecer;
Toda pessoa humana é aprendiz na escola da evolução, sob o uniforme da carne, constrangida ao cumprimento de certas obrigações;
Nos compromissos no plano familiar;
Nas responsabilidades da vida pública;
No campo dos negócios materiais;
Na luta pelo próprio sustento…
O dever, no entanto, é impositivo da educação que nos obriga a parecer o que ainda não somos, para sermos, em liberdade, aquilo que realmente devemos ser.
Não olvides, assim, enobrecer e iluminar o tempo que te pertence.
Não nos propomos nivelar homens e animais, contudo, numa comparação reconhecidamente incompleta, imaginemos seres outros da natureza trazidos ao regime do espírito encarnado na esfera física.
O cavalo atrelado ao carro, quando entregue ao descanso, corre à pastagem, onde se refocila na satisfação dos próprios impulsos.
A serpente, presa para cooperar na fabricação de soro antiofídico, se for libertada, desliza para a toca, onde reconstituirá o próprio veneno.
O corvo, detido para observações, quando solto, volve à imundice.
A abelha, retida em observação de apicultura, ao desembaraçar-se, torna, incontinenti, à colméia e ao trabalho.
A andorinha engaiolada para estudo, tão logo se veja fora da grade, voa no rumo da primavera.
Se desejas saber quem és, observa o que pensas, quando estás sem ninguém; e se queres conhecer o lugar que te espera, depois da morte, examina o que fazes contigo mesmo nas horas livres.

Livro Justiça Divina – Espírito Emmanuel psicografado por Chico Xavier.