sábado, 19 de junho de 2010

No momento da morte



No momento da morte, tudo é inicialmente confuso; a alma necessita de algum tempo para se reconhecer. Ela fica atordoada, semelhante à situação de uma pessoa que desperta de um profundo sono e procura se dar conta da situação. A lucidez das idéias e a memória do passado voltam à medida que se apaga a influência da matéria da qual acaba de se libertar e à medida que se vai dissipando uma espécie de névoa que obscurece seus pensamentos. O tempo da perturbação que se segue à morte do corpo é bastante variável. Pode ser de algumas horas, de muitos meses ou até mesmo de muitos anos. É menos longa para aqueles que se identificaram já na vida terrena com seu estado futuro, porque compreendem imediatamente sua posição. Essa perturbação apresenta circunstâncias particulares de acordo com o caráter dos indivíduos e, principalmente, com o gênero de morte. Nas mortes violentas, por suicídio, suplício, acidente, apoplexia3, ferimentos, etc., o Espírito fica surpreso, espantado e não acredita estar morto. Sustenta essa idéia com insistência e teimosia. Entretanto, vê seu corpo, sabe que é o seu e não compreende que esteja separado dele. Procura aproximar-se de pessoas que estima, fala com elas e não compreende por que não o escutam. Essa ilusão dura até o completo desprendimento do perispírito. Só então o Espírito reconhece o estado em que se encontra e compreende que não faz mais parte do mundo dos vivos. Esse fenômeno se explica facilmente. Surpreendido pela morte, o Espírito fica atordoado com a brusca mudança que se operou nele. A morte é, para ele, sinônimo de destruição, de aniquilamento. Mas, como ainda pensa, vê, escuta, não se considera morto. O que aumenta ainda mais sua ilusão é o fato de se ver num corpo semelhante ao anterior, cuja natureza etérea não teve ainda tempo de estudar. Acredita que seja sólido e compacto como o primeiro; e quando percebe esse detalhe, se espanta por não poder apalpá-lo. Esse fenômeno é semelhante ao que acontece com os sonâmbulos inexperientes que não acreditam dormir, porque, para eles, o sono é sinônimo de suspensão das atividades, e, como podem pensar livremente e ver, julgam não estar dormindo. Alguns Espíritos apresentam essa particularidade, embora a morte não tenha acontecido inesperadamente. Porém, é sempre mais generalizada naqueles que, apesar de estar doentes, não pensavam em morrer. Vê-se, então, o singular espetáculo de um Espírito assistir ao seu enterro como sendo o de um estranho e falando sobre o assunto como se não lhe dissesse respeito, até o momento em que compreende a verdade. A perturbação que se segue à morte nada tem de pesaroso para o homem de bem! É calma e muito semelhante à de um despertar tranqüilo. Para aquele cuja consciência não é pura, a perturbação é cheia de ansiedade e angústias que aumentam à medida que reconhece a situação em que se encontra. Nos casos de morte coletiva, tem-se observado que os que perecem ao mesmo tempo nem sempre se revêem imediatamente. Na perturbação que se segue à morte, cada um vai para seu lado, ou apenas se preocupa com aqueles que lhe interessam.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Feliz dia das mães


Que cada mãe represente um pouco do que a minha é em minha vida!
Mãezinha, desejo-lhe um caminhão de beijos e muitas felicidades...
Agradeço todos os dias por existir e me ensinar os atalhos desta vida!
Eu a amo muito!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Potência Suprema


É a ti, ó Potência Suprema! Qualquer que seja o nome que te dêem e por mais imperfeitamente que sejas compreendida; é a ti, fonte eterna da vida, da beleza, da harmonia, que se elevam nossas aspirações, nossa confiança, nosso amor.
Onde estás, em que céus profundos, misteriosos, tu te escondes? Quantas Almas acreditaram que bastaria, para te encontrar, o deixar a Terra! Mas tu te conservas invisível no mundo espiritual, quanto no mundo terrestre, invisível para aqueles que não adquiriram ainda a pureza suficiente para refletir teus divinos raios.
Tudo revela e manifesta, no entanto, tua presença. Tudo quanto na Natureza e na Humanidade canta e celebra o amor, a beleza, a perfeição, tudo que vive e respira é mensagem de Deus. As forças grandiosas que animam o Universo proclamam a realidade da Inteligência divina; ao lado delas, a majestade de Deus se manifesta na História, pela ação das grandes Almas que, semelhantes a vagas imensas, trazem às plagas terrestres todas as potências da obra de sabedoria e de amor.
A sábia Natureza limitou nossas percepções e nossas sensações. É degrau a degrau que ela nos conduz no caminho do saber. É lentamente, trecho por trecho, vidas depois de vidas, que ela nos leva ao conhecimento do Universo, seja visível, seja oculto. O ser sobe, um a um, os degraus da escadaria gigantesca que conduz a Deus. E cada um desses degraus representa para o ser uma longa série de séculos.
Se a Terra evolucionasse com estrondo, se o mecanismo do mundo se regulasse com fracasso, os homens, aterrorizados, curvar-se-iam e creriam. Mas, não! A obra formidável se executa sem esforço. Globos e sóis flutuam no Infinito, tão livres quanto plumas sob a brisa. Avante, sempre avante! O rondar das esferas se efetua guiado por uma potência invisível.
A vontade que dirige o Universo se disfarça a todos os olhares. As coisas estão dispostas de maneira que ninguém é obrigado a lhes dar crédito. Se a ordem e a harmonia do Cosmos não bastam para convencer o homem, este é livre no conjeturar. Nada constrange o céptico para ir a Deus.
O mesmo acontece às coisas morais. Nossas existências se desenrolam e os acontecimentos se sucedem sem ligação aparente; mas, a imanente justiça domina ao alto e regula nossos destinos segundo um princípio imutável, pelo qual tudo se encadeia em uma série de causas e de efeitos. Seu conjunto constitui uma harmonia que o espírito emancipado de preconceitos, iluminado por um raio da Sabedoria, descobre e admira.
* * *
Não procures Deus nos templos de pedra e de mármore, ó homem que o queres conhecer, e sim no templo eterno da Natureza, no espetáculo dos mundos a percorrer o Infinito, nos esplendores da vida que se expande em sua superfície, na vista dos horizontes variados: planícies, vales, montanhas e mares que a tua morada terrestre te oferece. Por toda parte, à luz brilhante do dia ou sob o manto constelado das noites, à margem dos oceanos tumultuosos, e assim na solidão das florestas, se te sabes recolher, ouvirás as vozes da Natureza e os sutis ensinamentos que murmuram ao ouvido daqueles que freqüentam suas solidões e estudam seus mistérios.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Feliz Páscoa



Páscoa é dizer sim ao amor e à vida
é investir na fraternidade,
é lutar por um mundo melhor,
é vivenciar a solidariedade.

segunda-feira, 22 de março de 2010

A alma


* * *
A Alma humana só pode realmente progredir na vida coletiva, trabalhando em benefício de todos.
Uma das conseqüências dessa solidariedade que nos liga é que a vista dos sofrimentos de alguns perturba e altera a serenidade de outros.
Assim, é preocupação constante dos Espíritos elevados levar às regiões obscuras, às Almas retardadas nos caminhos da paixão e do erro, as irradiações do seu pensamento e os transportes do seu amor. Nenhuma Alma pode perder-se; se todas tiverem sofrido, todas serão salvas. No meio de suas provas dolorosas, a piedade e o afeto de suas irmãs as enlaçam e as arrastam para Deus.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Intercâmbio de energias mentais


A espiritualidade nos informa que estamos em constante intercâmbio de energias mentais de diversas naturezas, onde cada onda mental produz um teor vibratório específico, carregado com os elementos internos daquele que o emitiu: seus desejos, sentimentos e idéias.

Esses pensamentos podem serem balsamisantes ou venenosos, alegres ou tristes, salutares ou prejudiciais, altruístas ou egoístas, amorosos ou rancorosos, construtivos ou destrutivos, refletindo sempre o nosso estado espiritual.

A partir da nossa vida mental (nossas leituras, diálogos, idéias, objetivos, mentalizações, emoções, etc.), sintonizamos com outras mentes afins e passamos a nos alimentar com o mesmo tipo de plasma mental que conscientemente ou insconscientemente atraímos.

Estas ondas e formas mentais que gravitam em torno da nossa personalidade, formam uma atmosfera psíquica que respiramos e que nos acompanha constantemente, a qual chamamos de aura. A aura é nosso cartão de visita, por ela os espíritos enxergam a natureza dos nossos pensamentos e se sentem atraídos pela lei de afinidade e sintonia.

Quando temos um pensamento constante, persistente, criamos uma fixação mental ou monoideismo. Fica fácil para os espíritos perscrutarem a nossa alma e identificarem os nosso vícios e tendências que ficam cristalizadas em nossas mentes através da fixação mental. Identificando os nossos pontos fracos, os nossos irmãos obsessores passam a nos assediar, estimulando as nossas fraquezas.

Estas ondas mentais que gravitam em torno do nosso psiquismo, acaba atingindo as nossas células, gerando lesões estruturais e funcionais conforme o teor, intensidade e freqüência destes pensamentos.

Estas lesões celulares, determinam diversas patologias, conforme o órgão afetado, acompanhado do desajuste emocional e espiritual subjacente.

Encontramos lesões encefálicas com sintomas psíquicos, cardiopatias diversas, infecções respiratórias, doenças auto-imunes, distúrbio ciculatório, desequilíbrio hormonal, diversos tipos de câncer, entre muitas outras doenças, que nada mais são que reflexos da constante ação deletéria dos espíritos vinculados à nossas mentes e ao nosso organismo físico.

Em alguns casos, encontramos o obsidiado vinculado vigorosamente ao seu passado pelos sentimentos de culpa, remorso e medo, a se manifestarem por complexos de inferioridade, favorecendo a instalação do processo obsessivo. Personalidades frágeis, acabam aceitando as "cobranças" feitas pelos espírtitos obsessores. Certos desequilíbrios afetivos e emocionais, acabam evoluindo para quadros mais severos de neuroses ou psicoses pela influenciação obsessiva.

A obsessão é uma síndrome que envolve as questões emocionais e físicas.

No livro de André Luiz, Missionários da Luz, o instrutor Alexandre afirma: "- Assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que lhe intoxicam os tecidos, também o organismo perispiritual pode absorver elementos de degradação que lhe corroem os centros de força, com reflexos sobre as células materiais.

Dr. Gilson Luis Roberto
(gilson@amergs.com.br)
http://www.amergs.com.br/artigos/index.php?a=2

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Refutando os exegetas dogmáticos


Os profitentes espíritas, possuidores da fé raciocinada, utilizam a razão e o bom senso na análise e discussão de seus argumentos, em oposição aos que aceitam servilmente conceitos religiosos dogmáticos.

A Doutrina Espírita respeita todas as crenças religiosas, reconhecendo que cada criatura se encontra em determinada faixa evolutiva espiritual. Contudo, como iluminador das consciências, o Espiritismo não pode ficar alheio ao exame das asseverações religiosas dogmáticas, com suas apresentações confusas, pueris e desatualizadas, as quais são responsáveis, em grande proporção, pelo crescimento do materialismo, no mundo.

Ainda hoje não se ensina a criação do mundo em seis dias? Além disso, no sétimo dia, o criador antropomórfico não descansou? A Teologia escolástica, até o momento, não prega a respeito de uma divindade, arrependida de ter criado o homem e de ter elevado Saul ao trono? Um ser que cria as almas, sabendo que definharão, em sua grande maioria, por todo o sempre, no famigerado inferno?

Através de preceitos humanos eclesiásticos, surgiu o dogma da “Santíssima Trindade” e, concomitantemente, a aceitação, no Concílio de Niceia, no ano de 325, da deificação de Jesus, sendo apontado o Mestre como o próprio Deus.

Os exegetas dogmáticos citam a afirmativa do Cristo: “Eu e o Pai somos um” (João10: 30), como uma prova bíblica segura da divindade de Jesus.

O importante é não confundirmos a essência ou centelha divina, que nos dá a vida, que é criação do Pai, tendo saído Dele, com o próprio Criador. É claro que todos nós somos um com o Pai, porquanto Dele fomos criados. Para que não houvesse confusão em relação a isso, o Mestre afirmou: “Vós sois deuses” (João 10:35). O Gênesis revela que fomos gerados à imagem e semelhança do Pai (Capítulo 1:26). Aliás, na oração sacerdotal, o Cristo pede a Deus que permita que Ele (Jesus), seus discípulos e o Pai sejam um (João 17:21). Pretenderão as igrejas tradicionais que, em virtude dessa frase, o Mestre tenha querido acrescentar à Trindade mais doze pessoas?

A fim de tentarem abalizar o dogma da deificação na Bíblia, os exegetas afirmam que o seguinte texto evidencia a divindade de Jesus: “Antes que Abraão existisse, Eu Sou” (João 8: 58).

Devemos frisar que antes que a Terra fosse formada, o Mestre já existia como Espírito puro, visto que ele foi o criador do nosso planeta, constituindo-se em dirigente supremo do orbe: “Glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo” (João 17: 5).

Lembramos que João Batista disse: “O que vem depois de mim é maior do que eu, porque já existia antes de mim” (João1: 15). Portanto, quando a personalidade Abraão apareceu, em nosso mundo, Jesus já era o Cristo (“Eu Sou”).

Os teólogos dogmáticos também argumentam a favor do dogma da divindade do Mestre, utilizando o seguinte pensamento do apóstolo João; “O Verbo se fez carne e habitou entre nós” (1: 14).

Consideramos que o Verbo de Deus é a vontade ou a palavra do Pai que se fez carne, quer dizer, manifestado à humanidade, através de Jesus. Este foi o encarregado de transmitir aos homens o pensamento de Deus. O Cristo veio ao mundo físico revelar a todas as criaturas o Pai amado, Criador de todas as coisas: “Quem crê em mim, crê não em mim, mas naquele que me enviou” (João 12: 44); “Porque eu não tenho falado por mim mesmo, mas o Pai que me enviou, esse me tem prescrito o que dizer e o que anunciar” (João 12: 49);... “As cousas, pois que eu falo, como o Pai me tem dito, assim falo” (João 12: 50); “Tudo por meu Pai me foi entregue” (Lucas 10:22); “E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem....” (Lucas 23: 34); “E, clamando o Mestre com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou” (Lucas 23: 46). Constatamos, com facilidade, pela leitura atenta e descompromissada dos textos do “Novo Testamento” que, na realidade, Jesus não é o próprio Deus. Ele mesmo o afirma, dizendo a Maria Madalena: “Não me toques porque ainda não subi a meu Pai, mas vai ter com os meus irmãos, e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus” (João 20: 17). Ao ser abordado por um mancebo muito rico que lhe chamou de “Bom Mestre”, o Cristo lhe repreendeu: “Por que me chamas bom? NINGUÉM HÁ BOM SENÃO UM SÓ, QUE É DEUS”... (Marcos 10:17-18).

Outra passagem bíblica digna de registro contra o dogma da deificação do Mestre está no Evangelho de Mateus: “Quando será o dia ninguém sabe, nem mesmo os anjos que estão nos céus, nem mesmo o Filho, mas tão-somente o Pai” (24:35-36). Nesta afirmação de Jesus a respeito do dia da sua volta ao planeta, está contido o protesto antecipado do Mestre a respeito do papel que os homens lhe incumbiriam de ser o próprio Deus.

Allan Kardec afirmou que “Jesus é para o homem o tipo de perfeição moral a que pode aspirar a humanidade na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ele ensinou é a mais pura expressão da sua lei, porque ele estava animado do Espírito divino e foi o ser mais puro que já apareceu na Terra” (Comentário da resposta da questão 625 de “OLE”). Em “Obras Póstumas”, no capítulo sobre a Natureza do Cristo, diz o excelso codificador que Jesus era um messias divino pelo duplo motivo de que de Deus é que tinha a sua missão e de que suas perfeições o punham em relação direta com o Pai. Kardec ressalta, igualmente, que o próprio Mestre deu a si mesmo, com persistência notável, a qualificação de “Filho do Homem”, expressão que significa o que nasceu do homem, em oposição ao que está fora da Humanidade.

No momento em que as Escrituras forem lidas, utilizando-se a razão, todos os conceitos dogmáticos deixarão de existir. Jesus disse: “Conhecereis a verdade e ela vos libertará” (João 8:32).

A fé nos amuletos


Estas crendices geram medo, pânico e uma fé em mitos e lendas causando escravidão nos rituais e nas manias. O indivíduo acaba colocando mais força nas coisas completamente exteriores. Ele deixa de acreditar nele e na sua fé interior; o ser acha que para darem certos seu projeto e meta tem que realizar esta prática, mas acabam se esquecendo que todos estes rituais são apenas meros objetos e símbolos exteriorizando nossos desejos e sonhos.

A verdade é que as nossas vidas são construídas pelo nosso esforço, trabalho e merecimento; independente destes objetos e dos rituais, o caminho de cada um depende exclusivamente do indivíduo que trilha sua evolução.

O homem trouxe todos estes aspectos e vivências gravadas em sua trajetória espiritual, influenciando a religião com aspectos meramente humanos, na cultura trazendo o homem suas tradições, costumes e hábitos e mesmo alguns pensamentos filosóficos. O tempo, através da evolução, do progresso e da reencarnação, vai ensinando o homem a se libertar de todos estes condicionamentos e apegos exteriores.

Muitos missionários que reencarnaram no campo da ciência, da religião e da filosofia trazendo novos ensinamentos cooperam com o crescimento intelectual, moral e até emocional destas criaturas menores; vamos, então, nos desfazendo pouco a pouco da infantilidade espiritual, vamos deixando práticas externas, deixando de cultuar, adorar e idolatrar os deuses. Vamos nos libertando das promessas, das imagens de barro, dos crucifixos, das velas, simpatias, dos trajes, dos dogmas e de todos estes empecilhos criados para se ligar com o divino.

Percebemos que não precisamos de nada disso, porque Deus está em cada um de nós, com uma prece sincera obtemos a ligação com os bons Espíritos e haurimos toda proteção e ajuda que vem do céu.

Fonte:
http://www.oconsolador.com.br/ano3/146/eduardo_augusto.html

Kuan Yin



Que a paz de Deus paire sobre os vossos lares!
Possa o Amor Divino estar em vossos corações!
Que a luz cósmica flameje em vossas almas e a
sabedoria em vossas mentes!
Possa a força do Altíssimo vitalizar cada membro de vossos lares!
Que a saúde e o bem-estar divino se manifestem em vossos corpos,
que são as vestimentas com que agora vos envolveis!
Que a graça de Deus vos cubra em vossos atos de adoração!
Possam os dons do Absoluto expressarem-se através de vossas
consciências, e que a plenitude e a vitória de vosso Plano Divino
sejam realizadas, e selem a vossa passagem pela Terra!

Amar à Deus


Amar é...


Quando sabemos que estamos amando? No início da gostosa fase dos namoricos, encontros e reencontros, quando finalmente firmamos um compromisso um pouco mais sério, qual o sentimento que nos indica a hora de dizer o primeiro “eu te amo”? Quando a saudade da pessoa dói demais? Quando não podemos viver sem ela? Quando sua companhia torna o dia completo e as horas as mais agradáveis?

Se somos assim com nossos sentimentos falhos e pueris da vida, que dirá sobre o nosso sentimento para com Deus? Será que já evoluímos nosso sentir para um compromisso mais sério com o amor magnânimo do Pai? Já dissemos a Ele, com o coração cheio de amor, “Eu te amo”? Será que já compreendemos que, com ele, nosso dia é completo e nossas horas as mais agradáveis?

“Amar a Deus sobre todas as coisas”, disse Jesus, com a simplicidade de seu espírito repleto desse sentimento que nós, mesquinhos e imperfeitos, estamos talvez longe de compreender. Talvez também por isso um fabricante de figurinhas pré-adolescentes fez muito sucesso nos anos 90, com as famosas “Amar é...”. Em cada pacotinho, três graciosas figurinhas traziam exemplos práticos de como o amor se manifestava nas atitudes do casalzinho, como “Amar é... ficar feliz quando ela está feliz”. Assim, levando a divertida e pragmática fórmula para o mais importante mandamento bíblico, poderíamos ter uma visão mais prática do que é amar a Deus em atitudes. Vejamos:

AMAR A DEUS É...

– Perceber que Ele está por perto nas coincidências do dia-a-dia;

– Sentir que alguma voz nos acalma quando o espírito parece desmoronar;

– Ter afeição pelas suas criaturas;

– Observar que as pessoas que vieram para sua família são exatamente aquelas que você deveria – ou sonhava – reencontrar;

– Agradecer pelo café ter um cheirinho tão bom e o nosso corpo ter o olfato desenvolvido para perceber isso;

– Ter calma de que as coisas vão se resolver da melhor maneira possível;

– Ter certeza de que você não está sozinho;

– Querer bem àqueles que o mundo geralmente julga mal;

– Ter ternura por aqueles que precisam dela, e nem sempre encontram nas mães do mundo;

– Perdoar o outro filho D’Ele, que ainda não entendeu a Lei;

– Aceitar as coisas boas e ruins, confiante de que todas as experiências foram cautelosamente escolhidas por Ele especialmente para o seu aprendizado;

– Fazer todos os esforços para vê-lo feliz, fazendo o que Ele te pediu em relação aos semelhantes...

Ah! Quantas opções! E quantas outras mais cada um de nós poderia acrescentar nesta lista, tendo em vista a imensidão de momentos em que Deus nos toca com seu amor e nós temos a oportunidade de retribuir! Mas Jesus fez também uma ressalva: “Amar a Deus SOBRE TODAS AS COISAS”. Emprestando novamente a fórmula das figurinhas:

AMAR A DEUS SOBRE...

– Os vícios

– O dinheiro

– Nossa ansiedade de que as coisas aconteçam agora

– A necessidade de ter razão

– As vontades e os caprichos do eu

– As paixões mundanas

“Que não amemos de palavras ou de língua, mas de obras e de verdade”, disse o apóstolo João (3:18). Ou seja, amar é um verbo de ação. Amar é agir. Que saibamos enfim identificar nos muitos minutos do nosso dia as imensas oportunidades de nos ligarmos a Deus, agindo com amor, vivendo com amor, amando-O em nossas atitudes. Que saibamos, enfim, e possamos dizer, como naquele difícil e emocionante momento dos recém-namorados, nosso primeiro dos muitos “eu te amo” que falaremos ao Pai daqui para a frente.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Prece por um amigo



Bons Espíritos, em nome de Deus Todo-Poderoso, eu vos suplico que o assistais nas suas aflições. Se, no seu interesse, elas lhe não puderem ser poupadas, fazei compreenda que são necessárias ao seu progresso. Dai-lhe confiança em Deus e no futuro que lhas tornará menos acerbas. Dai-lhe também forças para não sucumbir ao desespero, que lhe faria perder o fruto de seus sofrimentos e lhe tornaria ainda mais penosa no futuro a situação. Encaminhai para ele o meu pensamento, a fim de que o ajude a manter-se corajoso.

Assim seja!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Encarnação dos Espíritos



Pela sua essência espiritual, o Espírito é um ser indefinido, abstrato, que não pode ter ação direta sobre a matéria, sendo-lhe indispensável um intermediário, que é o envoltório fluídico, o qual, de certo modo, faz parte integrante dele. É semimaterial esse envoltório, isto é, pertence à matéria pela sua origem e à espiritualidade pela sua natureza etérea. Como toda matéria, ele é extraído do fluido cósmico universal que, nessa circunstância, sofre unia modificação especial. Esse envoltório, denominado perispírito, faz de um ser abstrato, do Espírito, um ser concreto, definido, apreensível pelo pensamento. Torna-o apto a atuar sobre a matéria tangível, conforme se dá com todos os fluidos imponderáveis, que são, como se sabe, os mais poderosos motores.

O fluido perispirítico constitui, pois, o traço de união entre o Espírito e a matéria. Enquanto aquele se acha unido ao corpo, serve-lhe ele de veículo ao pensamento, para transmitir o movimento às diversas partes do organismo, as quais atuam sob a impulsão da sua vontade e para fazer que repercutam no Espírito as sensações que os agentes exteriores produzam. Servem-lhe de fios condutores os nervos como, no telégrafo, ao fluido elétrico serve de condutor o fio metálico.

A Gênese

União do princípio espiritual à matéria



Tendo a matéria que ser objeto do trabalho do Espírito para desenvolvimento de suas faculdades, era necessário que ele pudesse atuar sobre ela, pelo que veio habitá-la, conto o lenhador habita a floresta. Tendo a matéria que ser, no mesmo tempo, objeto e instrumento do trabalho, Deus, em vez de unir o Espírito à pedra rígida, criou, para seu liso, corpos organizados, flexíveis, capazes de receber todas as impulsões da sua vontade e de se prestarem a todos os seus movimentos.
O corpo é, pois, simultaneamente, o envoltório e o instrumento do Espírito e, à medida que este adquire novas aptidões, reveste outro invólucro apropriado ao novo gênero de trabalho que lhe cabe executar, tal qual se faz com o operário, a quem é dado instrumento menos grosseiro, à proporção que ele se vai mostrando apto a executar obra mais bem cuidada.

Para ser mais exato, é preciso dizer que é o próprio Espírito que modela o seu envoltório e o apropria às suas novas necessidades; aperfeiçoa-o e lhe desenvolve e completa o organismo, à medida que experimenta a necessidade de manifestar novas faculdades; numa palavra, talha-o de acordo com a sua inteligência. Deus lhe fornece os materiais; cabe-lhe a ele empregá-los. É assim que as raças adiantadas têm um organismo ou, se quiserem, um aparelhamento cerebral mais aperfeiçoado do que as raças primitivas. Desse modo igualmente se explica o cunho especial que o caráter do Espírito imprime aos traços da fisionomia e às linhas do corpo.

A Gênese

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

DIANTE DA SAUDADE


Senhor, diante da saudade daqueles que não mais se encontram conosco, que o desespero e a revolta não nos tomem de assalto o coração...

Todos viveremos no Teu infinito Amor.

Não existe separação entre aqueles que verdadeiramente se amam!

A saudade é uma ponte de luz unindo as duas extremidades do abismo que o tempo cavou...

Concede-nos a devida paciência para esperarmos o reencontro com os que se distanciaram de nossos caminhos.

Que a saudade em nós não se transforme num culto doentio à ausência dos que se foram!

Qualquer sentimento que nos impeça de aceitar a Sábia Vontade de Deus é mero capricho da alma.

Convertendo saudade em esperança, transmutaremos dor em alegria, treva em luz.

Mestre, que a saudade não nos seja um rio caudaloso de tormentosas paixões!


Pelo Espírito: Irmão José
Do livro: Preces e Orações

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Deus


Tal o eixo sobre que repousa o edifício universal. Esse o farol cujos raios se estendem por sobre o Universo inteiro, única luz capaz de guiar o homem na pesquisa da verdade. Orientando-se por essa luz, ele nunca se transviará. Se, portanto, o homem há errado tantas vezes, é unicamente por não ter seguido o roteiro que lhe estava indicado.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A fé que assegura


Montado em seu cavalo, o rico fazendeiro dirigia-se à cidade como fazia freqüentemente, a fim de cuidar de seus negócios.

Nunca prestara atenção àquela casa humilde, quase escondida num desvio, à margem da estrada. Naquele dia experimentou insistente curiosidade.

Quem morava ali?

Cedendo ao impulso, aproximou-se. Contornou a residência e, sem desmontar, olhou por uma janela aberta e viu uma garotinha de aproximadamente dez anos, ajoelhada, mãos postas, olhos lacrimejantes...

Que faz você aí, minha filha?

Estou orando a Deus, pedindo socorro... Meu pai morreu, minha mãe está doente, meus quatro irmãos têm fome...

Que bobagem! - disse o fazendeiro. O Céu não ajuda ninguém! Está muito distante... Temos que nos virar sozinhos!

Embora irreverente e um tanto rude, era um homem de bom coração. Compadeceu-se, tirou do bolso boa soma de dinheiro e o entregou à menina.

Aí está. Vá comprar comida para os irmãos e remédio para a mamãe! E esqueça a oração.

Isto feito, retornou à estrada. Antes de completar duzentos metros, decidiu verificar se sua orientação estava sendo observada.

Para sua surpresa, a pequena devota continuava de joelhos.

Ora essa, menina! Por que não vai fazer o que recomendei? Não lhe expliquei que não adianta pedir?

E a menina, feliz, respondeu: Já não estou mais pedindo, estou apenas agradecendo. Pedi a Deus e ele enviou o senhor!

Segue-me


"Segue-me e deixa aos mortos o
cuidado de enterrar os mortos."
- Jesus. (Mateus, 8, 22)





Jesus não recomendou ao aprendiz deixasse
"aos cadáveres o cuidado de enterrar os cadáveres",
e sim conferisse "aos mortos o cuidado
de enterrar os seus mortos".

Há, em verdade, grande diferença.

O cadáver é carne sem vida,
enquanto um morto é alguém
que se ausenta da vida.

Há muita gente que perambula
nas sombras da morte sem morrer.

Trânsfugas da evolução,
cerram-se entre as paredes da própria mente,
cristalizados no egoísmo ou na vaidade,
negando-se a partilhar a experiência comum.

Mergulham-se em sepulcros de ouro,
de vício de amargura e ilusão.
Se vitimados pela tentação da riqueza,
moram em túmulos de cifrões;
se derrotados pelos hábitos perniciosos,
encarceram-se em grades sombra;
se prostrados pelo desalento,
dormem no pranto da bancarrota moral, e,
se atormentados pelas mentiras
com que envolvem a si mesmos,
residem sob as lápides,
dificilmente permeáveis, dos enganos fatais.

Aprende a participar da luta coletiva.

Sai, cada dia, de ti mesmo, e busca sentir
a dor do vizinho, a necessidade do próximo,
as angústias de teu irmão e ajuda quanto possas.

Não te galvanizes na esfera do próprio "eu".

Desperta e vive com todos, por todos e para todos,
porque ninguém respira tão somente para si.

Em qualquer parte do Universo,
somos usufrutuários do esforço
e do sacrifício de milhões de existências.

Cedamos algo de nós mesmos, em favor dos outros,
pelo muito que os outros fazem por nós.

Recordemos, desse modo, o ensinamento do Cristo.

Se encontrares algum cadáver,
dá-lhe a bênção da sepultura,
na relação das tuas obras de caridade, mas,
em se tratando da jornada espiritual,
deixa sempre "aos mortos o cuidado de enterrar os seus mortos"

Emmanuel/Chico Xavier
do Livro Fonte Viva - FEB