quinta-feira, 29 de maio de 2008

Emmanuel


Emmanuel, exatamente assim, com dois "m" se encontra grafado o nome do espírito, no original francês "L'Évangile Selon le Spiritisme", em mensagem datada de Paris, em 1861 e inserida no cap. XI, item 11 da citada obra, intitulada "O Egoísmo".

O nome ficou mais conhecido, entre os espíritas brasileiros, pela psicografia do médium mineiro Francisco Cândido Xavier. Segundo ele, foi no ano de 1931 que, pela primeira vez, numa das reuniões habituais do Centro Espírita, se fez presente o bondoso espírito Emmanuel.

Descreve Chico: "Via-lhe os traços fisionômicos de homem idoso, sentindo minha alma envolvida na suavidade de sua presença, mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz."

Convidado a se identificar, apresentou alguns traços de suas vidas anteriores, dizendo-se ter sido senador romano, descendente da orgulhosa "gens Cornelia" e, também sacerdote, tendo vivido inclusive no Brasil.

De 24 de outubro de 1938 a 9 de fevereiro de 1939, Emmanuel transmitiu ao médium mineiro as suas impressões, dando-nos a conhecer o orgulhoso patrício romano Públio Lentulus Cornelius, em vida pregressa Públio Lentulus Sura, e que culminou no romance extraordinário: Há Dois Mil Anos.

Públio é o homem orgulhoso, mas também nobre. Roma é o seu mundo e por ele batalha. Não admite a corrupção, mostrando, desde então, o seu caráter íntegro. Intransigente, sofre durante anos a suspeita de ter sido traído pela esposa a quem ama. Para ela, nos anos da mocidade, compusera os mais belos versos: "Alma gêmea da minhalma/ Flor de luz da minha vida/ Sublime estrela caída/ Das belezas da amplidão..." e, mais adiante: "És meu tesouro infinito/ Juro-te eterna aliança/ Porque eu sou tua esperança/ Como és todo o meu amor!"

Tem a oportunidade de se encontrar pessoalmente com Jesus, mas entre a opção de ser servo de Jesus ou servo do mundo, escolhe a segunda.

Não é por outro motivo que escreve, ao início da citada obra mediúnica: "Para mim essas recordações têm sido muito suaves, mas também muito amargas. Suaves pela rememoração das lembranças amigas, mas profundamente dolorosas, considerando o meu coração empedernido, que não soube aproveitar o minuto radioso que soara no relógio da minha vida de Espírita, há dois mil anos."

Desencarnou em Pompéia, no ano de 79, vítima das lavas do vulcão Vesúvio, cego e já voltado aos princípios de Jesus.

Cincoenta anos depois, no ano de 131, ei-lo já de retorno ao palco do mundo. Nascido em Éfeso, de origem judia, foi escravizado por ilustres romanos que o conduziram ao antigo país de seus ascendentes. Nos seus 45 anos presumíveis, Nestório mostra no porte israelita, um orgulho silencioso e inconformado. Apartado do filho, que também fora escravizado, tornaria a encontrá-lo durante uma pregação nas catacumbas onde ele, Nestório, tinha a responsabilidade da palavra. Cristão desde os dias da infância, é preso e, após um período no cárcere, por manter-se fiel a Jesus, é condenado à morte.

Junto com o filho, Ciro, e mais uma vintena de cristãos, num fim de tarde, foi conduzido ao centro da arena do famoso circo romano, situado entre as colinas do Célio e do Aventino, na capital do Império. Atado a um poste por grossas cordas presas por elos de bronze, esquelético, munido somente de uma tanga que lhe cobria a cintura, até os rins, teve o corpo varado por flechas envenenadas. Com os demais, ante o martírio, canta, dirigindo os olhos para o Céu e, no mundo espiritual, é recebido pelo seu amor, Lívia.

Pelo ano 217, peregrina na Terra outra vez. Moço, podemos encontrá-lo nas vestes de Quinto Varro, patrício romano, apaixonado cultor dos ideais de liberdade.

Afervorado a Jesus, sente confranger-lhe a alma a ignorância e a miséria com que as classes privilegiadas de Roma mantinham a multidão.

O pensamento do Cristo, ele sente, paira acima da Terra e, por mais lute a aristocracia romana, Varro não ignora que um mundo novo se formava sobre as ruínas do velho.

Vítima de uma conspiração para matá-lo, durante uma viagem marítima, toma a identidade de um velho pregador de Lyon, de nome Corvino. Transforma-se em Irmão Corvino, o moço, e se torna jardineiro. Condenado à decapitação, tem sua execução sustada após o terceiro golpe, sendo-lhe concedida a morte lenta, no cárcere.

Onze anos após, renasce e toma o nome de Quinto Celso. Desde a meninice, iniciado na arte da leitura, revela-se um prodígio de memória e discernimento.

Francamente cristão, sofreu o martírio no circo, amarrado a um poste untado com substância resinosa ao qual é ateado fogo. Era um adolescente de mais ou menos 14 anos.

Sua derradeira reencarnação se deu a 18 de outubro de 1517 em Sanfins, Entre-Douro-e-Minho, em Portugal, com o nome de Manoel da Nóbrega, ao tempo do reinado de D. Manoel I, o Venturoso.

Inteligência privilegiada, ingressou na Universidade de Salamanca, Espanha, aos 17 anos. Aos 21, está na faculdade de Cânones da Universidade, onde freqüenta as aulas de direito canônico e de filosofia, recebendo a láurea doutoral em 14 de junho de 1541.

Vindo ao Brasil, foi ele quem estudou e escolheu o local para a fundação da cidade de São Paulo, a 25 de janeiro de 1554. A data escolhida, tida como o dia da Conversão do apóstolo Paulo, pretende-se seja uma homenagem do universitário Manoel da Nóbrega ao universitário Paulo de Tarso.

O historiador paulista Tito Lívio Ferreira, encerra sua obra "Nóbrega e Anchieta em São Paulo de Piratininga" descrevendo: "Padre Manoel da Nóbrega fundara o Colégio do Rio de Janeiro. Dirige-o com o entusiasmo de sempre. Aos 16 de outubro de 1570, visita amigos e principais moradores. Despede-se de todos, porque está, informa, de partida para a sua Pátria. Os amigos estranham-lhe os gestos. Perguntam-lhe para onde vai. Ele aponta para o Céu.

No dia seguinte, já não se levanta. Recebe a Extrema Unção. Na manhã de 18 de outubro de 1570, no próprio dia de seu aniversário, quando completava 53 anos, com 21 anos ininterruptos de serviços ao Brasil, cujos alicerces construiu, morre o fundador de São Paulo.

E as últimas palavras de Manoel da Nóbrega são: 'Eu vos dou graças, meu Deus, Fortaleza minha, Refúgio meu, que marcastes de antemão este dia para a minha morte, e me destes a perseverança na minha religião até esta hora.'

E morreu sem saber que havia sido nomeado, pela segunda vez, Provincial da Companhia de Jesus no Brasil: a terra de sua vida, paixão e morte."

Fonte: Federação Espírita do Paraná

Amor


Amar é servir, compreender, auxiliar, abençoar, libertar... Que o teu amor seja paz e vida, alegria e esperança naqueles a quem ofertas dedicação e carinho. Não te permitas entravar os passos dos entes queridos com grilhões psicológicos, porque toda afeição possessiva é sinônimo de sofrimento.

EMMANUEL - Psicografado por Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Sofrimento


"Uma ostra que não foi ferida não produz pérola"

As pérolas são feridas curadas

Pérolas são produto da dor, resultado da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia. A parte interna da concha de uma ostra é uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola é formada.
Uma ostra que não foi ferida, de modo algum, (não) produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada:

  • Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo?

  • Já foi acusado de ter dito coisas que não disse?

  • Suas idéias já foram rejeitadas?

Então produza uma pérola... cubra suas mágoas e as rejeições sofridas com camadas e camadas de amor.

Mensagem anônima

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Instinto

1. Tendência natural; aptidão inata.
2. Força de origem biológica, própria do homem e dos animais superiores, que atua de modo inconsciente, espontâneo, automático, independente de aprendizado.
3. Espécie de inteligência rudimentar que dirige os seres vivos em suas ações, à revelia de sua vontade e no interesse de sua conservação. O instinto torna-se inteligência instinto, age-se sem raciocinar; pela inteligência, raciocina-se antes de agir. No homem, confundem-se freqüentemente as idéias instintivas com as idéias intuitivas. Estas últimas são as que ele hauriu, quer no estado de desdobramento, quer nas existências anteriores e das quais ele conserva uma vaga lembrança.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

O sofrimento é opcional


O jantar tinha sido especial.

Afinal era nossa primeira noite juntos. Todos queriam saber um pouco de cada um. Começávamos nossa caminhada por La Paz na Bolívia e iríamos terminar em Lima no Peru. Buscávamos mais conhecimentos sobre nosso Eu interior.
Sthan Xannia era nosso guia.

Na manhã seguinte deveríamos acordar às 6 horas e o novo dia já se fazia presente. Cansados fomos logo deitar.
Nem bem havia iniciado meu sono alguém batia na porta de nosso quarto. Era Sthan que disse:
- Preciso de você, venha até meu quarto por favor.
Claro, só vou tirar o pijama.
Fui mais rápido que pude e lá encontrei Sthan atendendo-a. Omitirei seu nome pois quem ela é não faz diferença. O importante é o que ela passou e como conseguiu superar.
- Saul, Preciso de sua energia. Disse Sthan...
Claro, conte comigo.
Trabalhamos firme. Ela chorava. Sthan entoava mantras indígenas, usava o chocalho.
A seu pedido dei minha mão a ela e junto todo o carinho e o amor que tinha. A pedido de Sthan fui buscar o Pau de Fogo que havia comprado pela tarde. Trata-se de um defumador poderoso. Fez uso dele.

Contou como seu esposo e filho tinham sido metralhados e a maneira brutal como haviam desencarnado. Um assalto seguido de seqüestro. Sua dor era enorme. Podia sentir a vibração de sua mão transmitindo esta energia.

Aos poucos foi se acalmando, dominando suas forças, trabalhando a sua energia interna e sua mente. Quando Sthan concluiu o trabalho todos transpirávamos.
Olhou para mim e disse: Ela agradece.

Entendi que eu havia concluído minha missão. Beijei-os e fui dormir.
Os dias foram passando e ela sofreu uma transformação incrível. Mudou, tornou-se mais alegre. Um dia, num momento oportuno conversei com Sthan sobre o assunto e a grande transformação que todos havíamos tido em nossa viagem.

Ele disse-me:

- Saul, lamentavelmente a dor é sempre necessária. Faz parte de nossa missão na terra. Porém, o sofrimento é opcional. A dor é necessária, mas o sofrimento é opcional. Insisto em dizer. Ela só compreendeu isso.
Deixou de sofrer por compreender que este sofrimento é desnecessário e só ela consegue abandonar, tomar esta decisão. Viver sem sofrimento é nossa opção.

Hoje eu sei disso e procuro transmitir para as pessoas que me cercam. A verdade é simples, difícil é aceitarmos a sua simplicidade.

Nos veremos em breve. Beijo na alma.

Saul Brandalise Jr. é escritor e colaborador do Vidanova.com
Email: saul@vidanova.com

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Fecundação


Através dos condutos naturais, corriam os elementos sexuais masculinos (espermatozóides), em busca do óvulo, como se estivessem preparados de antemão para urna prova eliminatória, em corrida de três milímetros, aproximadamente, por minuto. Surpreendido, reconheci que o número deles se contava por milhões e que seguiam, em massa, para a frente, em impulso instintivo, na sagrada competição.

No silêncio sublime daqueles minutos, compreendi que Alexandre (espírito orientador de André Luiz), em vista de ser o missionário mais elevado do grupo em operação de auxílio, dirigia os serviços graves da ligação primordial. Segundo depreendi, ele podia ver as disposições cromossômicas de todos os princípios masculinos (espermatozóides) em movimento, depois de haver observado, atentamente, o futuro óvulo materno, presidindo ao trabalho prévio de determinação do sexo do corpo a organizar-se.

Após acompanhar, profundamente absorto no serviço, a marcha dos minúsculos competidores que constituíam a substância fecundante, identificou o mais apto, fixando nele o seu potencial magnético, dando-me a idéia de que o ajudava a desembaraçar-se dos companheiros para que fosse o primeiro a penetrar a pequenina bolsa maternal. O elemento focalizado por ele ganhou nova energia sobre os demais e avançou rapidamente na direção do alvo. A célula feminina que, em face do microscópico projetil espermático, se assemelhava a um pequeno mundo arredondado de açúcar, amido e proteínas, aguardando o raio vitalizante, sofreu a dilaceração da cutícula, à maneira de pequenina embarcação torpedeada, e enrijeceu-se, de modo singular, cerrando os poros tenuíssimos, como se estivesse disposta a recolher-se às profundezas de si mesma, a fim de receber, face a face, o esperado visitante, e impedindo a intromissão de qualquer outro dos competidores, que haviam perdido a primeira posição na grande prova. Sempre sob o influxo luminoso-magnético de Alexandre, o elemento vitorioso prosseguiu a marcha, depois de atravessar a periferia do óvulo, gastando pouco mais de quatro minutos para alcançar o seu núcleo. Ambas as forças, masculina e feminina, formavam agora uma só, convertendo-se ao meu olhar em tenuíssimo foco de luz. O meu orientador, absolutamente entregue ao seu trabalho, tocou a pequenina forma com a destra, mantendo-se no serviço de divisão da cromatina, cujas particularidades são ainda inacessíveis à minha compreensão, conservando a atitude do cirurgião seguro de si, na técnica operatória. Em seguida Alexandre ajustou a forma reduzida do reencarnante, que se interpenetrava com o organismo perispirítico da mãe, sobre aquele microscópico globo de luz, impregnado de vida, e observei que essa vida latente começou a movimentar-se.

Havia decorrido precisamente um quarto de hora, a contar do instante em que o elemento ativo ganhara o núcleo do óvulo passivo.

Depois de prolongada aplicação magnética, que era secundada pelo esforço dos Espíritos Construtores, Alexandre aproximou-se de mim e falou: — Está terminada a operação inicial de ligação. Que Deus nos proteja.

Sentindo a admiração com que eu seguia, agora, o processo da divisão celular, em que se formava rapidamente a vesícula de germinação, o orientador acentuou:

  • O organismo maternal fornecerá todo o alimento para a organização básica do aparelho físico,

  • enquanto a forma reduzida do reencarnante, como vigoroso modelo, atuará como imã entre limalhas de ferro, dando forma consistente à sua futura manifestação no cenário da Crosta.

- André Luiz -

domingo, 27 de abril de 2008

Fluído magnético


O fluido magnético é: "Fluido vital, eletricidade animalizada, que são modificações do fluido universal."



O que chamais fluido elétrico, fluido magnético, são modificações do fluido universal, que não é, propriamente falando, senão matéria mais perfeita, mais sutil e que se pode considerar independente.



São designadas também por fluido todas as substâncias sutis, invisíveis à visão comum e imponderáveis, que emanam dos corpos ...

  • No mineral, como é o caso do imã, o fluido magnético;

  • no vegetal: o fitomagnetismo;

  • no animal: o fluido magnético animal;

  • no espírito: o fluido magnético espiritual (perispiritual).

(*) No mesmerismo, fluido é uma espécie de emanação magnética (energia) das pessoas que, por exercício, pode ser aumentada, como no caso dos magnetizadores.

Mesmerismo: Expressão atribuída ao magnetismo animal, estudado por Antoine Mesmer (1734 – 1815), que pode ser definido como a ação recíproca de dois seres vivos por intermédio de um agente especial chamado fluido magnético. Ciência conhecida em toda a antiguidade, sobretudo no Egito, onde era prática nos mistérios, assim o provam os documentos autênticos.

Em Espiritismo, essa força é conhecida como fluídica e emana das pessoas naturalmente, ou por força da vontade, como no caso dos

  • hipnotizadores,

  • magnetizadores

  • e médiuns. (...)".

Orson Peter Carrara

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/orson/osfluidos.html

(*) Livro Definições Espíritas, página 61, 1ª edição Publicações Lachâtre, Niterói-RJ, 1996. - L. Palhano Jr.

sábado, 26 de abril de 2008

Fluído Cósmico Universal


As respostas seguintes nos foram dadas pelo Espírito São Luís. Muitos outros, depois, as confirmaram.
  • I. Será o fluido universal uma emanação da divindade?
    "Não."


  • II. Será uma criação da divindade?
    "Tudo é criado, exceto Deus."


  • III. O fluido universal será ao mesmo tempo o elemento universal?
    "Sim, é o princípio elementar de todas as coisas."


  • IV. Alguma relação tem ele com o fluido elétrico, cujos efeitos conhecemos?
    "É o seu elemento."


  • V. Em que estado o fluido universal se nos apresenta, na sua maior simplicidade?
    "Para o encontrarmos na sua simplicidade absoluta, precisamos ascender aos Espíritos puros. No vosso mundo, ele sempre se acha mais ou menos modificado, para formar a matéria compacta que vos cerca. Entretanto, podeis dizer que o estado em que se encontra mais próximo daquela simplicidade é o do fluido a que chamais fluido magnético animal."

  • VI. Já disseram que o fluido universal é a fonte da vida. Será ao mesmo tempo a fonte da inteligência?
    "Não, esse fluido apenas anima a matéria."


  • VII. Pois que é desse fluido que se compõe o perispírito, parece que, neste, ele se acha num estado de condensação, que o aproxima, até certo ponto, da matéria propriamente dita?
    "Até certo ponto, como dizes, porquanto não tem todas as propriedades da matéria. É mais ou menos condensado, conforme os mundos."

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Há 2.000 anos


Texto extraído do livro "Há 2000 anos", 29ª edição - página 130 ...

EPISÓDIOS DA HISTÓRIA DO CRISTIANISMO NO SÉCULO I

Romance de EMMANUEL, psicografado por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

... "Jamais fiz uma viagem tão penosa e tão infeliz! Gênios malditos parecem presidir as minhas atividades na Palestina, porque, se curei uma filha, perdi um filhinho no desconhecido e começo a perder a mulher no abismo das irreflexões e da incoerência; e acabarei, também, perdendo-me para sempre.

Dizendo-o, bateu a porta com toda a força dos seus movimentos instintivos, encaminhando-se ao gabinete, enquanto a esposa, de coração genuflexo, dirigia o pensamento para aquele Jesus carinhoso e terno, que viera ao mundo para salvar todos os pecadores. Lágrimas dolorosas fluíam-lhe dos olhos, fixos ainda na paisagem do lago de Genesaré, aonde parecia haver regressado em espírito, novamente. Lá estava o Mestre, em atitudes doces de prece, cravando nas estrelas do céu os olhos fulgurantes.

Figurou-se-lhe que Jesus também lhe notara a presença naquela hora sombria da noite, porque desviara o olhar fúlgido do firmamento constelado e estendia-lhe os braços compassivos e misericordiosos, exclamando com infinita doçura:

- Filha, deixa que chorem os teus olhos as imperfeições da alma que o Nosso Pai destinou para gêmea da tua!... Não esperes deste mundo mais que lágrimas e padecimentos, porque é na dor que os corações se dulcificam para o céu... Um momento chegará em que te sentirás no cume das aflições, mas não duvides da minha misericórdia, porque no momento oportuno, quando todos te desprezarem, eu te chamarei ao meu reino de divinas esperanças, onde poderás aguardar teu esposo, no curso incessante dos séculos!...

... Todavia, a esposa do senador compreendeu que não fôra vítima de uma perturbação alucinatória, e guardou, com amor, no âmago do coração, as doces palavras do Messias."

sábado, 19 de abril de 2008

Vitória


Não adianta vencer sem melhorar-nos.
O lugar em que você vive é o seu campo de ação.
Os inimigos a vencer estão em nós mesmos.
Os outros são sempre o público que nos segue.
O seu setor de engajamento é o seu próprio trabalho.
Comandos e ordenações, companheiros e inspetores são os parentes e amigos.
As suas armas eficientes, e das mais importantes, são o amor e a humildade, o conhecimento e a paciência.
Ordens a observar: trabalhar e servir.
Programa diário: "amar o próximo como a si mesmo".
Sinal de promoção: dever cumprido.
Marca de vitória: alegria interior com a benção de Deus que nenhuma palavra do mundo consegue traduzir.

                                          André Luiz
Médium: Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 14 de abril de 2008

A Lei é o amor


Não existe nenhuma outra maneira de atingirmos nossa paz interna a não ser pela expressão do Amor Incondicional.

E o que significa este Amor Incondicional? É tão divino que o humano tem dificuldade até na compreensão desta expressão... é o caminhar na vida levando compaixão, compreensão, perdão, tolerância, desapego... dar valor ao que realmente tem valor, é não ficar preso a palavras, gestos, fatos, eventos, situações emocionais; é relevar com compaixão as mágoas, as injustiças, as decepções vividas no nosso cotidiano... é compreender que tudo isto é muito pequeno comparado com a grandeza da alma, com a grandeza da vida.

Ingrid Dalila Engel

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Iluminação íntima


O que crê, apenas admite; mas o que se ilumina vibra e sente.
A palavra do guia é agradável e amiga, mas o trabalho de iluminação pertence a cada um.
Toda reforma terá de nascer no interior. Da iluminação do coração vem a verdadeira cristianização do lar, e do aperfeiçoamento das coletividades surgirá o novo e glorioso dia da Humanidade.
Emmanuel - (Consolador)

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Consolador...espírito de verdade

“ O Consolador, Espírito de Verdade, é um Espírito, uma equipe, o próprio Cristo, ou a Doutrina Espírita ? ”
1. É um Espírito quando, no dia 25 de março de 1856, na casa do Sr Baudin, tendo por médium a Srtª Baudin, em resposta à pergunta formulada por Kardec .
-“Consentirás dizer-me quem és ? ”
-“ Para ti chamar-me-ei Verdade e todos os meses, aqui, durante um quarto de hora, estarei à tua disposição ”.
(Obras Póstumas)

2. É também um Espírito quando assina as mensagens que psicografou e que o Codificador transcreve no prefácio e nas “Instruções dos Espíritos” nos capítulos VI e XX de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.

3. Representa uma equipe quando faz referências à falange que, sob sua supervisão, e da qual Kardec faz parte, atuou na obra da Codificação.

4. Pode ser, eventualmente, o próprio Cristo, coordenador maior, em todo o nosso orbe, do planejamento das revelações espirituais, como dá a entender o conteúdo das mensagens 5 e 7 contidas no capítulo VI de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.

5. Constitui, ainda, a Doutrina Espírita, nas palavras do próprio Kardec: “O Consolador é, pois, segundo o pensamento de Jesus, a personificação de uma doutrina soberanamente consoladora, cujo inspirador há de ser o Espírito de Verdade.”

( “A Gênese”, capítulo XVII, nº 39 )

( Reformador – Abril de 2001 – Editorial )

domingo, 23 de março de 2008

Carma


LEI DE AÇÃO E REAÇÃO OU LEI DO CARMA
Tudo de bom ou ruim que você fizer hoje, algo de força equivalente amanhã irá lhe beneficiar ou prejudicar, seja nesta ou em outra vida. "A cada um será dado de acordo com suas obras." Não existe escapatória ou subterfúgios perante as Leis de Deus. Existe, sim, uma possível abreviação do carma. Através da prática do bem e da caridade, um espírito pode alterar ou diminuir sua dívida cármica.
http://www.plenus.net/arquivos/glossario.html

Comunicação com espíritos


Durante o sono, ou quando nos achamos apenas ligeiramente adormecidos, acodem-nos idéias que nos parecem excelentes e que se nos apagam da memória, apesar dos esforços que façamos para retê-las. Estas idéias provêm da liberdade do Espírito que se emancipa e que, emancipado, goza de suas faculdades com maior amplitude. Também são, freqüentemente, conselhos que outros Espíritos dão. Essas idéias, que são esquecidas, em regra, mais dizem respeito ao mundo dos Espíritos do que ao mundo corpóreo. Pouco importa que comumente o Espírito as esqueça, quando unido ao corpo. Na ocasião oportuna, voltar-lhe-ão como inspiração de momento.

O Passe


A mentora espiritual Joanna de Ângelis, no livro "Florações Evangélicas", afirma, referindo-se à aplicação do passe: "Recorre aos recursos espíritas; ora, e ora sempre, para adquirires resistência contra o mal que infelizmente ainda reside em nós; permuta conversação enobrecida, pois que as boas palavras renovam as disposições espirituais; utiliza o recurso do passe socorrista, rearticulando as forças em desalinho; sorve um vaso de água fluidificada, restaurando a harmonia das células em desajustamento e, sobretudo, realiza o bom serviço."
Surgiu nas eras mais remotas. Segundo alguns historiadores, os sacerdotes do antigo Egito eram iniciados nos segredos do magnetismo. Portanto, não surgiu com Mesmer, como muitos acreditam. Pois, já no século XVII Van Helmont utilizava o termo "magnetismo animal".
Tempos depois, em 1814, o médico inglês Jaime Braid, profundamente impressionado com as experiências de Charles Lafontaine, criou as bases do hipnotismo moderno. Havia uma diferença, entretanto, entre Mesmer e Braid:
o primeiro era materialista
e o segundo espiritualista.
Allan Kardec, referindo-se às pessoas possuidoras de força magnética, considera-as uma variedade de médiuns, quando declara na questão 175 de O Livro dos Médiuns: "Todos os magnetizadores são mais ou menos aptos a curar, desde que saibam conduzir-se convenientemente (...)." ...
Quanto a Jesus, o Mestre bem-amado, devido à sua iluminadíssima perfeição espiritual, possuía uma força magnética que curava com um simples toque do doente em suas vestes. Basta examinarmos o Evangelho de Lucas (8:43-46).

sábado, 15 de março de 2008

Egoísmo


De todas as imperfeições humanas, o egoísmo é a mais difícil de desenraizar-se porque deriva da influência da matéria, influência de que o homem, ainda muito próximo de sua origem, não pôde libertar-se e para cujo entretenimento tudo concorre:
suas leis,
sua organização social,
sua educação.
O egoísmo se enfraquecerá à proporção que a vida moral for predominante sobre a vida material e, sobretudo, com a compreensão, que o Espiritismo vos faculta, do vosso estado futuro, real e não desfigurado por ficções alegóricas. Quando, bem compreendido, se houver identificado com os costumes e as crenças, o Espiritismo transformará os hábitos, os usos, as relações sociais. O egoísmo assenta na importância da personalidade. Ora, o Espiritismo, bem compreendido, repito, mostra as coisas de tão alto que o sentimento da personalidade desaparece, de certo modo, diante da imensidade. Destruindo essa importância, ou, pelo menos, reduzindo-a às suas legítimas proporções, ele necessariamente combate o egoísmo.
O choque, que o homem experimenta, do egoísmo os outros é o que muitas vezes o faz egoísta, por sentir a necessidade de colocar-se na defensiva. Notando que os outros pensam em si próprios e não nele, ei-lo levado a ocupar-se consigo, mais do que com os outros. Sirva de base às instituições sociais, às relações legais de povo a povo e de homem a homem o princípio da caridade e da fraternidade e cada um pensará menos na sua pessoa, assim veja que outros nela pensam. Todos experimentarão a influência moralizadora do exemplo e do contacto.
Em face do atual extravasamento de egoísmo, grande virtude é verdadeiramente necessária, para que alguém renuncie à sua personalidade em proveito dos outros, que, de ordinário, absolutamente lhe não agradecem. Principalmente para os que possuem essa virtude, é que o reino dos céus se acha aberto. A esses, sobretudo, é que está reservada a felicidade dos eleitos, pois em verdade vos digo que, no dia da justiça, será posto de lado e sofrerá pelo abandono, em que se há de ver, todo aquele que em si somente houver pensado.
FÉNELON

segunda-feira, 3 de março de 2008

Vida na Terra


Distantes da compreensão legítima, os corações fracos interpretam a vida por mera penitência expiatória, enquanto os cérebros fortes observam na luta planetária desordenada aventura. A peregrinação terrena, todavia, é curso preparatório para a vida mais completa. Cada espírito exercita-se no campo que lhe é próprio, dilatando a celeste herança de que é portador.
EMMANUEL

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Cordão de prata


Como o próprio nome sugere, trata-se de uma espécie de "cordão" que liga o perispírito ao corpo físico. É imprescindível à vida carnal, pois assegura a perfeita realização das funções biológicas vitais durante o período do sono natural, quando então o espírito se desprende do corpo físico para interagir no mundo espiritual, embora sempre seu corpo e seu perispírito estejam sempre ligados através do chamado cordão de prata. O cordão de prata é pré-requisito essencial para a vida orgânica, posto que no momento da morte física ele se rompe. Em alguns meios "espiritualistas" com pouco estudo, há uma discussão sobre os "perigos de rompimento" de tal cordão espontaneamente, durante o conhecido fenômeno das projeções para fora do corpo, como se algo no Universo pudesse acontecer "espontaneamente", ou seja, sem o consentimento e o conhecimento de Deus. Esse temor não tem lógica, nem sentido algum, a não ser que seja "a hora exata" de o indivíduo desencarnar. O cordão de prata não é feito de material suscetível a atritos ou a acontecimentos que possam vir a "rompê-lo" - esse tipo de pensamento não apenas contraria diametralmente a lógica, mas sobretudo vai inteiramente contra os ensinamentos estabelecidos pela Codificação Kardequiana.
http://www.plenus.net/arquivos/glossario.html

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Pluraridade dos mundos


Existem orbes (planetas) que oferecem piores perspectivas de existência que o vosso e, no que se refere a perspectivas, a Terra é um plano alegre e formoso, de aprendizado. O único elemento que ai destoa da Natureza é justamente o homem, avassalado pelo egoísmo.
Conhecemos planetas onde os seres que os povoam são obrigados a um esforço contínuo e penoso para aliciar os elementos essenciais à vida;
outros, ainda, onde numerosas criaturas se encontram em doloroso degredo.
Entretanto, no vosso, sem que haja qualquer sacrifício de vossa parte, tendes gratuitamente céu azul, fontes fartas, abundância de oxigênio, árvores amigas, frutos e flores, cor e luz, em santas possibilidades de trabalho, que o homem há renegado em todos os tempos.
Nas expressões físicas, semelhante analogia é impossível, em face das leis substanciais que regem cada plano evolutivo; mas, procuremos entender por humanidade a família espiritual de todas as criaturas de Deus que povoam o Universo e, examinada a questão sob esse prisma, veremos a comunidade terrestre identificada com a coletividade universal.
Emmanuel