
domingo, 21 de junho de 2009
Não Julgueis

Em torno da mediunidade
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terça-feira, 19 de maio de 2009
A irritação é o meio de congelar os próprios interesses

Senhor Jesus...
Se um dia eu estiver " cheio da vida" ,
com vontade de sumir, de morrer,
insatisfeito comigo e com o mundo em torno de mim...
- Pergunta-me apenas se eu quero trocar a luz pelas trevas...
- Pergunta-me se eu quero trocar a fartura
da mesa posta, pelos restos que tantos
buscam no lixo...
- Pergunta-me se eu quero trocar meus pés
por uma cadeira de rodas...
- Pergunta-me se eu quero trocar minha voz pelos gestos...
- Pergunta-me se eu quero trocar o mundo
maravilhoso dos sons pelo silêncio dos
que nada ouvem...
- Pergunta-me, se eu quero trocar o jornal que
leio e depois jogo no lixo, pela miséria dos
que vão buscá-lo para fazer dele seu cobertor...
- Pergunta-me se eu quero trocar minha saúde,
pelas doenças incuráveis de tanta gente...
- Pergunta-me também, até quando
não reconhecerei as Tuas bençãos, a fim de fazer de
minha vida um hino de louvor e gratidão
e dizer, todos os dias, do fundo de mim:
- Obrigado, Senhor!
"Importante não é vencer todos os dias,
mas lutar sempre."
(S. Agostinho)
No abraço secreto dos Budas

“Que todos os seres machucados possam ser curados na luz da compaixão.
Que do coração de todos os Budas possam brotar as ondas de serenidade.
Que, no silêncio do invisível, ecoe o chamado espiritual para a regeneração.
Que os gritos de aflição sejam transformados em lindas canções espirituais.
Que as regiões abismais sejam transformadas em jardins floridos.
Que o perfume da paz perene se propague pelo éter, em todos os corações.
Que as correntes das dores antigas se partam diante da ação da luz serena.
Que os esquecidos do mundo saibam que todos os Budas os amam.
Que os seus pensamentos e sentimentos sejam tocados secretamente, pelo amor.
Que a escuridão do ego seja diluída pela ação da luz serena e incondicional.
Que todos os corações partidos sejam novamente unidos no coração dos Budas.
Que seja possível escutar música novamente e abrir o coração ao infinito...
Que as placas de ódio se diluam no abraço sutil dos Budas que velam na noite.
Que seja possível novamente se encantar com a vida, em todos os planos.
Que as feridas dos dias sombrios sejam curadas na luz dos Budas silenciosos.
Que seja possível renovar os caminhos, as escolhas e os atos, para voltar a viver.
Que os Budas transformem as lembranças dos dias amargos em risadas gostosas.
Que seja possível entregar-se ao cálido abraço da compaixão incondicional.
Para que, inspirados pelos Budas, todos despertem e se tornem Budas também. "
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Humanidade Real

Apresentando o Cristo à multidão, Pilatos não designava um triunfador terrestre.
Nem banquete, nem púrpura.
Nem aplauso, nem flores.
Jesus achava-se diante da morte.
Terminava uma semana de terríveis flagelações.
Preso, exercera a paciência.
Humilhado, não se entregou a revides.
Esquecido, não se confiou à revolta.
Escarnecido, desculpara.
Açoitado, olvidou a ofensa.
Injustiçado, não se defendeu.
Sentenciado ao martírio, soube perdoar.
Crucificado, voltaria à convivência dos mesmos discípulos e beneficiários que o haviam abandonado, para soerguer-lhes a esperança.
Mas, exibindo-o, diante do povo, Pilatos não afirma: — Eis o condenado, eis a vítima!
Diz simplesmente: — “Eis o Homem!”
Aparentemente vencido, o Mestre surgia em plena grandeza espiritual, revelando o mais alto padrão de dignidade humana.
Rememorando, pois, semelhante passagem, recordemos que somente nas linhas morais do Cristo é que atingiremos a Humanidade Real.
EMMANUEL
(Fonte Viva, 127, FCXavier, FEB)
terça-feira, 31 de março de 2009
Desgraças terrenas

Desgraça, realmente, é o mal, o prejuízo, o dano que se pode praticar contra alguém e não o que se recebe ou se sofre.
O que muitas vezes tem aparência de desgraça - e isto quase sempre - é resgate intransferível e valioso que assoma à alfândega do devedor, cobrando-lhe os débitos livremente assumidos e aceitos.
Das mais duras provações sempre resultam benefícios valiosos para o espírito imortal. Há que considerar cada um a própria posição que mantém na vida terrena para avaliar com acerto os acontecimentos que o visitam.
Quando o infortúnio não resulta de imediato desatino ou leviandade à bênção da Vida à vida, facultando vitória próxima.
"De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida".
Do livro "Florações Evangélicas",
segunda-feira, 9 de março de 2009

Ninguém poderá carregar o fardo de suas dores.
Eduque-se com o sofrimento.
Ninguém lhe entenderá os problemas complexos da existência.
Exercite o silêncio.
Ninguém seguirá com você indefinidamente.
Acostume-se com a solidão.
Ninguém acreditará que as suas aflições sejam maiores do que as do vizinho.
Liberte-se delas com o trabalho de auto-iluminação.
Ninguém responderá pelos seus erros.
Tenha cuidado no proceder.
Ninguém suportará suas exigências.
Adira à brandura e à simplicidade.
Ninguém o libertará do arrependimento após o crime.
Medite na paciência e domine os impulsos.
Ninguém compreenderá seus sacrifícios e renúncias para a manutenção de uma vida modesta e honrada.
Persevere no dever bem cumprido.
Sábio é todo aquele que reconhece a infinita pequenez ante a infinita grandeza da vida.
Embora ninguém possa servi-lo sempre, você encontrará um sublime Alguém que tem para cada anseio da sua alma uma alternativa de amor.
Aprenda que a luta é a lição de cada hora no abençoado livro da existência planetária e siga adiante com Ele.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Lei de ação e reação ou Lei do carma
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Tudo de bom ou ruim que você fizer hoje, algo de força equivalente amanhã irá lhe beneficiar ou prejudicar, seja nesta ou em outra vida. "A cada um será dado de acordo com suas obras." Não existe escapatória ou subterfúgios perante as Leis de Deus. Existe, sim, uma possível abreviação do carma. Através da prática do bem e da caridade, um espírito pode alterar ou diminuir sua dívida cármica.
sofrimento como sendo uma punição, conseqüência de erros cometidos.
Léon Denis, um dos continuadores de Kardec, que muito bem
compreendeu a verdadeira missão da dor, ensina:
"Todos aqueles que sofrem não são forçosamente culpados em vida
de expiação. Muitos são Espíritos ávidos de progresso,
que escolheram vidas penosas e de labor para colherem o
benefício moral que anda ligado a toda pena sofrida.
" E mais à frente: "Às almas fracas, a doença ensina a paciência,
a sabedoria, o governo de si mesmas. Às almas fortes, pode oferecer
compensações de ideal, deixando ao Espírito o livre vôo de suas
aspirações até ao ponto de esquecer os sofrimentos físicos".
mas também no futuro. A dor-evolução não está corrigindo erros cometidos,
mas construindo um porvir venturoso para o Espírito em evolução.
Sabemos que muitos deles reencarnam em missão na Terra,
com o objetivo de impulsionar o nosso progresso moral e científico.
Tais Espíritos aceitam resignados, até mesmo com certa alegria,
as adversidades e infortúnios de tal existência, por saberem que
estão se adiantando na escala evolutiva (O Livro dos Espíritos, questão 178).
Logo, sofrem as dores da evolução, aquela que vem de fora para dentro,
ao contrário da dor-expiação, que vem de dentro para fora, pois é purgação.
é manifestação da misericórdia divina.
Não reencarnamos somente por sermos devedores, mas,
acima de tudo, porque a vida na matéria significa oportunidade
de crescimento em todas as latitudes espirituais.
A evolução é lei divina e, por isso, imperiosa.
Sofremos, vez ou outra, pela causa que abraçamos e
não somente por causa de alguma infringência às leis divinas.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Atividade no bem

"Nenhuma atividade no bem é insignificante... As mais altas árvores são oriundas de minúsculas sementes. A repercussão da prática do bem é inimaginável... Para servir a Deus, ninguém necessita sair do seu próprio lugar ou reivindicar condições diferentes daquelas que possui.”
Chico Xavier
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
As palavras não dizem mais do que um olhar

As palavras não dizem mais do que um olhar, E o amor é a coisa mais linda de todas. No entanto, emoções estranhas podem bloqueá-lo, Trazendo dúvida e rompendo a alegria. O amor não rompe a luz do coração.
Pelo contrário, faz o peito virar sol. Faz a vida valer a pena! Torna o olhar luminoso. Faz, do ato de respirar, uma festa vital. Quem ama sabe que um grande amor não cabe num pequeno coração. Por isso, transborda de sentimentos bons para outros corações.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Almas sinceras

Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.
William Shakespeare
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Aquilo que existe em mim

se eu quizer.
Aquilo que é do outro, só pode ser transformado por ele e será compreendido
e aceito por mim, dentro dos meus limites... se existir respeito.
Posso falar ao outro o que sinto com relação ao que ele faz ou diz...se houver
liberdade.
Não posso afirmar .." aquilo que o outro fez ou disse me feriu".....eu é que
me feri com aquilo que ele fez ou disse...tenho opções.
Eu sou dono das minhas emoções...sensações e sentimentos
também das minhas atitudes pensamentos e palavras! Maravilha!
Não é coerente dizer que fiz algo por alguém...só porque alguém
fez isso comigo primeiro....se eu agisse assim seria apenas resposta e eco...
sem vida! É mais valioso optar por agir ao invés de reagir.
É mais sensato perceber que sou dono das minhas ações e se faço algo..
sou o responsável por isso....tenho escolhas.
e me recuso a segurar as rédeas do destino do outro...é meu direito.
Procuro o amor em sua mais bela expressão...e por isso abro mão de
querer ter o controle sobre a vida do outro.
Quero amar com liberdade...com plenitude!
Quero amar antes de tudo... por que é bom!
Texto de
Kali Mascarenhas
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
O que é ser espírita?

"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más".
Allan Kardec
Ser espírita é ser autêntico, trabalhando na autonomia pessoal o direito à felicidade possível; é ser íntimo da alegria, num fluir contínuo de comunhão da criatura com a fonte da beleza, que é o Criador; é orar com absoluta confiança n’Ele, trabalhando com entusiasmo, agindo caridosamente, desculpando os ofensores, aplicando a bondade, a lealdade, a humildade, a compreensão e o algodão do perdão na chaga aberta por quantos nos ferem ou agem de maneira reprochável; é praticar a caridade em todos os níveis e em todas as oportunidades que se oferecem, porque "fora da Caridade não há salvação" para as nossas Almas; é saber amar o próximo, estendendo este amor até mesmo aos que nos magoam, nos ferem e são caracterizados à conta de inimigos, vez que, aquele que fere, é um doente da Alma, apartado do bem e do amor a Deus; é tolerar com paciência, as situações desagradáveis e as horas amargas, defrontadas no curso do carreiro evolutivo, não permitindo que os empecilhos se transformem em tristezas entorpecentes ou mecanismos ancilosantes que obstam nossa ação no bem com Jesus; é ser benevolente com os irmãos em Humanidade e não exigir deles qualidades que ainda não possuímos.
Quando tudo parece conspirar contra a felicidade almejada, o espírita será sempre aquele que erguerá os olhos para a face risonha da Vida que o antoja, superando o momento aziago com alegria, confiança em Deus, serenidade, bondade e amor...
O Espírita-Cristão, não carece ser na sociedade em que vive, um ser exótico, diferente dos demais, senão na consciência reta e pulcra no fiel comprimento dos deveres que lhe são próprios.
A Divina Sabedoria que rege nossos destinos, é perfeita em todos os sentidos e observando nossa condição de Espíritos Eternos, acalenta-nos em seu Amor Infinito e incondicional, preceituando para cada um de nós: saúde e não doença, conciliação e não discórdia, paz e não desequilíbrio, tolerância e não intransigência, alegria e não tristeza, esperança e não desânimo, perdão e não ressentimento, êxito e não fracasso, coragem e não fraqueza, fé e não medo destrutivo, disciplina e não desordem, progresso e não atraso.
A Doutrina de Jesus, se resume toda no amor e nos ensina a caridade, a justiça, a humildade, a paciência, a abnegação, o perdão e a resignação dinâmica que sabe agir no momento certo, jamais se amolentando na indiferença ou no desânimo...
O perdão oferecido pelo verdadeiro espírita, é aquele que brota das mais profundas anfractuosidades do coração e faz olvidar por completo as ofensas recebidas.
Os Espíritos amigos exoram:
"Pregai, exemplificando, a Caridade ativa, infatigável, que Jesus vos ensinou, substituindo a cólera que conspurca pelo amor que edifica; sede probos, leais e conscienciosos, fazendo sempre aos outros o que quereis que vos façam; amai sem escravizar-vos e sem escravizar".
Espiritismo!... Que além de ser Ciência, Filosofia e Religião, é também poesia!...
"Felizes dos que te conhecem e tiram proveito de seus ensinos!..."
Kardec, A. in "O Evangelho segundo o Espiritismo" - Capítulo XVII, item 4 e 5
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Dia de São Francisco de Assis

4 de outubro
O dia 4 de outubro é dedicado a São Francisco de Assis. Nascido em 1182, em uma rica família mercante do norte da Itália, onde inicialmente continuou o negócio de seu pai.
Depois de um período de prisão por envolvimento em uma disputa de fronteiras em 1202, abandonou tudo em favor da vida religiosa.
Adotou a extrema a pobreza, mas pemaneceu trabalhando e pregando, especialmente para os pobres e doentes. Seu exemplo lhe trouxe muitos seguidores e em 1209, Inocêncio III aprovou a Ordem Franciscana. Foi ordenado diácono, mas sua humildade evitou que aceitasse o sacerdócio completo.
Rejeitou as posses materiais, vestindo apenas roupas simples e orientando seus seguidores a fazer o mesmo.
Seu ensinamento refletia um profundo amor ao mundo natural e respeito pelas mais humildes das criaturas. Por estas atitudes passou a ser considerado o protetor dos animais e patrono da Ecologia.
Empreendeu viagens missionárias ao sul da Europa e visitas ao sultão Al Kamil, no Egito, em um esforço para assegurar a paz durante a Quinta Cruzada.
Atribui-se a ele uma série de milagres e visões. Faleceu em 1226 e foi canonizado em 1228.
A vida deste homem é um exemplo forte que a maior riqueza a ser conquistada é a realização plena de um ideal.
Muitos homens, imaginam-se pequenos deuses, capazes de tudo criar ou destruir, com a ajuda do racionalismo.
É esse ilusório sentimento de onipotência que alimenta grande parte da agressividade que perplexamente constatamos hoje.
Fonte: www.animalworld.com.br
O beijo no leproso e o novo chamado de Deus

Em 1206, passeando a cavalo pelas campinas de Assis, viu um leproso, que sempre lhe parecera um ser horripilante, repugnante à vista e ao olfato, cuja presença sempre lhe havia causado invencível nojo.
Mas, então, como que movido por uma força superior, apeou do cavalo, e, colocando naquelas mãos sangrentas seu dinheiro, aplicou ao leproso um beijo de amizade.
Falando depois a respeito desse momento, ele diz: "O que antes me era amargo, mudou-se então em doçura da alma e do corpo. A partir desse momento, pude afastar-me do mundo e entregar-me a Deus".
Pouco depois, entrou para rezar e meditar na pequena capela de São Damião, semi destruída pelo abandono. Estava ajoelhado em oração aos pés de um crucifixo bizantino, que a piedade popular ali venerava, quando uma voz, saída do crucifixo, lhe falou: "Francisco, vai e reconstrói a minha Igreja que está em ruínas". Não percebendo o alcance desse chamado e vendo que aquela Igrejinha estava precisando de urgente reforma, Francisco regressou a Assis, tomou da loja paterna um grande fardo de fina fazenda e vendeu-a. Retornando, colocou o dinheiro nas mãos do sacerdote de São Damião, oferecendo-se para ajudá-lo na reconstrução da capela com suas próprias mãos.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Creio

“ CREIO
Que não temos nossa causa em nós mesmos
Que existe acima do homem e superior à natureza um Ser Pensante, Infinito, Eterno, Imutável, um Supremo Legislador
Que a existência de um Criador
De uma Razão primitiva
È um fato adquirido pela evidência material dos fatos.
Que o Universo não é nem surdo, nem cego
Que a vida não é uma confusão sem fim
Um caos informe
Que tudo tem a sua razão de ser, seu alvo, seu fim.
CREIO
Que o Nada é uma palavra vã
Que a Morte não existe
Que nada morre
Que o ser sobrevive ao seu invólucro
Que a morte não é um termo
Mas uma metamorfose
Uma transformação necessária
Um renovamento
Que somos eternos pela base do nosso ser
Que nada do que existe pode ser aniquilado
Que existiremos, porque existimos.
CREIO
Que não há aniquilamento
Mas sempre estados sucedendo outros estados
A eterna transmissão de outra ordem de coisas a outra
De uma economia a outra
De um serviço a outro
Que tudo renasce
Que tudo é o verdadeiro começo
Que nascer não é principiar
Mas mudar de figura
Que nossas existências são mais do que continuações, séries, conseqüências
Que sono ou despertar
Morte ou nascimento
São uma e a mesma coisa
Transição semelhante, acidente previsto.
CREIO
Que tudo evolui e tende para um estado superior
Que tudo se transforma e aperfeiçoa
Que o homem marcha sempre e sempre se engrandece
Que tudo rola, prolonga-se e renova-se
Que a morte não é o único teatro de nossas lutas e de nossos progressos
Que o Universo é sem lacuna
Que há mundos infinitos nesse universo infinito
Que o mundo é um ponto que conduz a outro
Que os há para todos os graus de crescimento.
CREIO
Que, saindo desta vida,
Não entramos em um estado definitivo
Que nada se acaba neste mundo
Que, enquanto um destino humano tem alguma coisa a cumprir, isto é,
Um progresso a realizar
Nada está acabado
Que a morte não deve ser tomada senão como um descanso em nossa viagem
Que a morte é feixe de caminhos
Que irradiam em todas as direções do Universo
Nos quais efetuamos nosso destino infinito
CREIO
Que Deus não criou almas civilizadas
Que a alma humana é o resultado do trabalho da vida
Que todos os homens são cidadãos da mesma pátria
Membros da mesma família
Ramos da mesma árvore
Que todos têm origem, destino e aspiração comuns
Que todos começam a ascensão
Que estão somente mais ou menos altos
Que os mais vis têm por lei alcançar os mais elevados.
CREIO
Que o homem não é o último anel que une a criatura ao Criador
Que não somos os primeiros depois de Deus
Eu temos ao menos tantos degraus sobre a cabeça como abaixo dos pés
Que a vida está em toda a parte
Que a alma está em toda coisa
Que o corpo envolve o espírito
Que o homem não é o único
Que é seguido de uma sombra
Que todos, o próprio calhau miserável, tem atrás de si uma sombra, uma sombra diante deles
Que todos são a alma que vive, que viveu, que deve viver.
CREIO
Que a harmonia do Universo se resume em uma só lei
Que o progresso por toda parte é para todos
Para o animal como para a planta
Para a planta como para o mineral
Que tudo segue a mesma rotação
Que tudo morre da mesma maneira e morre ultimamente
Que a vida sorve todos os seus elementos da própria morte
Que cresce por série contínua de transformações infinitas
Que parte do infinitamente pequeno
Marcha para o infinitamente grande.
CREIO
Que tudo o que vive é encarnação
Que toda evolução, toda transformação é encarnação
Que as criaturas sobem no crescimento d´alma como nos dos invólucros
Que o homem é o espírito encarnado
Que a alma não é criada ao mesmo tempo que o corpo
Que ela é apenas incorporada
Que a encarnação é uma lei da natureza
Uma necessidade absoluta, conseqüência lógica da lei do progresso
Que todo homem é um resumo de existências anteriores
Que se compõem de numerosas personagens, formando um só.
CREIO
Na pluralidade dos mundos
Na multiplicidade das existências
Na universal ascensão dos seres
Na progressão contínua da alma
Com os seus transportes, seus recuos, suas crises e as sansões que daí decorrem.
CREIO
Que neste Universo
Obra da Infinita Sabedoria
Nada acontece pelo jogo do acaso
Que nada se faz sem uma Soberana Justiça
Que toda desordem não existe senão em aparência
Que não há acaso nem fatalidade
Que há forças, leis que ninguém pode derrogar
Que todas as coisas do mundo têm ligação entre si
Que nada é isolado
Que o mundo material é solidário com o mundo espiritual
Que ambos se penetram reciprocamente
Que tudo se mantém,
Tudo se concorda
Tudo se encadeia e se liga
Sobre o ponto de vista moral, como físico
Que na ordem dos fatos
Dos mais simples ao mais complexo
Tudo é regulado por uma lei.
CREIO
Que q lei moral é uma verdade absoluta
Que a Justiça, a Sabedoria, a Virtude
Existem na marcha do mundo
Tanto quanto a realidade física
Que não se pode transpor, sem trabalho e sem mérito, um grau na iniciação humana
Que o espírito deve chegar só, por si, à verdade
E tem de tornar-se merecedor de sua felicidade
Que a felicidade para ter tido o seu preço, deve ser adquirida e não concedida.
CREIO
Que a vida não é um jogo, uma ilusão
Que a verdadeira vida não é a que multiplica os gozos
Que a felicidade tal qual a entendemos não pode existir
Que é preciso que o esforço subsista neste mundo
Que não estamos aqui para gozar
Mas lutar, trabalhar, combater
Que a luta é necessária ao desenvolvimento do espírito
Que o verdadeiro fim da vida consiste no dever
Que incumbe a todo ser humano de subjugar a matéria ao espírito
CREIO
Que o homem é justificado não por sua fé
Mas por suas obras
Que a prática do bem é a lei superior
A condição sine qua nom de nosso futuro
Que a santidade é o alvo a que devemos chegar
Que não se pode fazer tudo impunemente
Que a felicidade e a desgraça dos homens dependem absolutamente da observação da lei universal
Que rege a ordem na natureza
CREIO
Que existem um Inferno e um Paraíso filosóficos, isto é,
Um sistema natural que liga entre si, intimamente, as causas além e aquém do tempo
Que sempre nos sucedemos a nós mesmos
Que sempre determinamos
Por nossa marcha presente a marcha que seguiremos mais tarde
CREIO
Que o presente determina o futuro
Que cada homem tece em volta de si o seu destino
Que se torna sem cessar o que mereceu ser
Que nenhum desvio do caminho reto fica impune
Que os que dele se afastam serão a ele levados fatalmente
Que o progresso é uma lei soberana
A qual ninguém resiste
Que não há um defeito
Uma imperfeição moral
Uma ação má
Que não tenha a sua contradita e suas conseqüências naturais
Que não há ato útil sem proveito
Falta sem sanção
Que não há ação que possa sonegar-se.
CREIO
Que cada um deve a si mesmo a sua sorte
Que cada um cria a si mesmo as suas alegrias como as suas penas
Que o homem é o seu próprio algoz
Que se remunera e se pune a si mesmo
Que colhe o que semeia e nutre-se do que colhe
Debilitado ou fortificado pelos alimentos que ele próprio produziu
Que a alma transporta em si mesma o seu próprio castigo
Em todo lugar em que se possa encontrar
Que o inferno não é um lugar, mas uma condição de ser
Um estado da alma
Que pertence a cada de nós sair dele ou aí nos manter
CREIO
Que a pena não está senão na falta
Que é impossível que essas coisas possam separar-se
Que o sofrimento não é o resultado do acaso
Que toda lágrima lava alguma coisa
Que a dor e culpabilidade são sinônimos
Que o homem em evolução é tributário de seus erros e
De seus maus pensamentos
Que somos nós os instrumentos de nosso próprio suplício.
CREIO
Que toda vida culposa deve ser resgatada
Que toda falta cometida
Todo mal causado é uma dívida contraída
Que deve ser paga no momento ou noutro
Quer em uma existência quer na outra
Que a fatalidade aparente
Que semeia de males o caminho da vida
Não é senão a conseqüência do nosso passado
O efeito produzido pela causa
Que a vida terrestre é ao mesmo tempo reparação e preparação
Que nenhum de nós é o que deve ser e
Que é preciso que a razão se cumpra
Que a justiça se faça e o bem seja feito.
CREIO
Que cada nova existência é um novo ponto de partida
Em que o homem é aquilo que se fez
Que renasce com o seu débito e
Com o seu crédito
Que nada perde do que adquiriu
Que o esquecimento temporário do passado
É a condição indispensável de toda provação e de todo progresso
Que é preciso que o esforço seja livre e voluntário
Que o conhecimento dos fatos anteriores e
Das sansões inevitáveis embaraçaria o homem
Em lugar de ajudá-lo
Que é justo e necessário que
Em seu estado atual, o passado e o futuro lhe sejam ocultos.
CREIO
Enfim, que a revelação é progressiva
Que a verdade se desvenda sempre
Segundo os tempos e os lugares
Que estamos na aurora da vida consciente
E que marchamos, todos, na solidariedade universal
Através de vidas sucessivas para a infinita perfeição
Que o futuro encerra e que tudo foi criado
Tendo em vista um bem final
Que o Bem é a lei do Universo
E o Mal um estado transitório
Sempre reparável
Uma das fases inferiores da evolução dos seres para o bem
Que nada de irremediável pesa sobre nós
Que tudo se apaga
Tudo se dissolve
Que a dor é libertadora
Que nada é negro
Nada é triste
Que tudo acaba bem
E que não se tem senão de esperar a sua hora em um mundo ou em outro.”
