quinta-feira, 29 de abril de 2010
A vontade que dirige o Universo se disfarça a todos os olhares. As coisas estão dispostas de maneira que ninguém é obrigado a lhes dar crédito. Se a ordem e a harmonia do Cosmos não bastam para convencer o homem, este é livre no conjeturar. Nada constrange o céptico para ir a Deus.
O mesmo acontece às coisas morais. Nossas existências se desenrolam e os acontecimentos se sucedem sem ligação aparente; mas, a imanente justiça domina ao alto e regula nossos destinos segundo um princípio imutável, pelo qual tudo se encadeia em uma série de causas e de efeitos. Seu conjunto constitui uma harmonia que o espírito emancipado de preconceitos, iluminado por um raio da Sabedoria, descobre e admira.
Não procures Deus nos templos de pedra e de mármore, ó homem que o queres conhecer, e sim no templo eterno da Natureza, no espetáculo dos mundos a percorrer o Infinito, nos esplendores da vida que se expande em sua superfície, na vista dos horizontes variados: planícies, vales, montanhas e mares que a tua morada terrestre te oferece. Por toda parte, à luz brilhante do dia ou sob o manto constelado das noites, à margem dos oceanos tumultuosos, e assim na solidão das florestas, se te sabes recolher, ouvirás as vozes da Natureza e os sutis ensinamentos que murmuram ao ouvido daqueles que freqüentam suas solidões e estudam seus mistérios.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Feliz Páscoa

Páscoa é dizer sim ao amor e à vida
é investir na fraternidade,
é lutar por um mundo melhor,
é vivenciar a solidariedade.
segunda-feira, 22 de março de 2010
A alma

* * *
A Alma humana só pode realmente progredir na vida coletiva, trabalhando em benefício de todos.
Uma das conseqüências dessa solidariedade que nos liga é que a vista dos sofrimentos de alguns perturba e altera a serenidade de outros.
Assim, é preocupação constante dos Espíritos elevados levar às regiões obscuras, às Almas retardadas nos caminhos da paixão e do erro, as irradiações do seu pensamento e os transportes do seu amor. Nenhuma Alma pode perder-se; se todas tiverem sofrido, todas serão salvas. No meio de suas provas dolorosas, a piedade e o afeto de suas irmãs as enlaçam e as arrastam para Deus.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Intercâmbio de energias mentais

A espiritualidade nos informa que estamos em constante intercâmbio de energias mentais de diversas naturezas, onde cada onda mental produz um teor vibratório específico, carregado com os elementos internos daquele que o emitiu: seus desejos, sentimentos e idéias.
Esses pensamentos podem serem balsamisantes ou venenosos, alegres ou tristes, salutares ou prejudiciais, altruístas ou egoístas, amorosos ou rancorosos, construtivos ou destrutivos, refletindo sempre o nosso estado espiritual.
A partir da nossa vida mental (nossas leituras, diálogos, idéias, objetivos, mentalizações, emoções, etc.), sintonizamos com outras mentes afins e passamos a nos alimentar com o mesmo tipo de plasma mental que conscientemente ou insconscientemente atraímos.
Estas ondas e formas mentais que gravitam em torno da nossa personalidade, formam uma atmosfera psíquica que respiramos e que nos acompanha constantemente, a qual chamamos de aura. A aura é nosso cartão de visita, por ela os espíritos enxergam a natureza dos nossos pensamentos e se sentem atraídos pela lei de afinidade e sintonia.
Quando temos um pensamento constante, persistente, criamos uma fixação mental ou monoideismo. Fica fácil para os espíritos perscrutarem a nossa alma e identificarem os nosso vícios e tendências que ficam cristalizadas em nossas mentes através da fixação mental. Identificando os nossos pontos fracos, os nossos irmãos obsessores passam a nos assediar, estimulando as nossas fraquezas.
Estas ondas mentais que gravitam em torno do nosso psiquismo, acaba atingindo as nossas células, gerando lesões estruturais e funcionais conforme o teor, intensidade e freqüência destes pensamentos.
Estas lesões celulares, determinam diversas patologias, conforme o órgão afetado, acompanhado do desajuste emocional e espiritual subjacente.
Encontramos lesões encefálicas com sintomas psíquicos, cardiopatias diversas, infecções respiratórias, doenças auto-imunes, distúrbio ciculatório, desequilíbrio hormonal, diversos tipos de câncer, entre muitas outras doenças, que nada mais são que reflexos da constante ação deletéria dos espíritos vinculados à nossas mentes e ao nosso organismo físico.
Em alguns casos, encontramos o obsidiado vinculado vigorosamente ao seu passado pelos sentimentos de culpa, remorso e medo, a se manifestarem por complexos de inferioridade, favorecendo a instalação do processo obsessivo. Personalidades frágeis, acabam aceitando as "cobranças" feitas pelos espírtitos obsessores. Certos desequilíbrios afetivos e emocionais, acabam evoluindo para quadros mais severos de neuroses ou psicoses pela influenciação obsessiva.
A obsessão é uma síndrome que envolve as questões emocionais e físicas.
No livro de André Luiz, Missionários da Luz, o instrutor Alexandre afirma: "- Assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que lhe intoxicam os tecidos, também o organismo perispiritual pode absorver elementos de degradação que lhe corroem os centros de força, com reflexos sobre as células materiais.
Dr. Gilson Luis Roberto
(gilson@amergs.com.br)
http://www.amergs.com.br/artigos/index.php?a=2
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Refutando os exegetas dogmáticos

Os profitentes espíritas, possuidores da fé raciocinada, utilizam a razão e o bom senso na análise e discussão de seus argumentos, em oposição aos que aceitam servilmente conceitos religiosos dogmáticos.
A Doutrina Espírita respeita todas as crenças religiosas, reconhecendo que cada criatura se encontra em determinada faixa evolutiva espiritual. Contudo, como iluminador das consciências, o Espiritismo não pode ficar alheio ao exame das asseverações religiosas dogmáticas, com suas apresentações confusas, pueris e desatualizadas, as quais são responsáveis, em grande proporção, pelo crescimento do materialismo, no mundo.
Ainda hoje não se ensina a criação do mundo em seis dias? Além disso, no sétimo dia, o criador antropomórfico não descansou? A Teologia escolástica, até o momento, não prega a respeito de uma divindade, arrependida de ter criado o homem e de ter elevado Saul ao trono? Um ser que cria as almas, sabendo que definharão, em sua grande maioria, por todo o sempre, no famigerado inferno?
Através de preceitos humanos eclesiásticos, surgiu o dogma da “Santíssima Trindade” e, concomitantemente, a aceitação, no Concílio de Niceia, no ano de 325, da deificação de Jesus, sendo apontado o Mestre como o próprio Deus.
Os exegetas dogmáticos citam a afirmativa do Cristo: “Eu e o Pai somos um” (João10: 30), como uma prova bíblica segura da divindade de Jesus.
O importante é não confundirmos a essência ou centelha divina, que nos dá a vida, que é criação do Pai, tendo saído Dele, com o próprio Criador. É claro que todos nós somos um com o Pai, porquanto Dele fomos criados. Para que não houvesse confusão em relação a isso, o Mestre afirmou: “Vós sois deuses” (João 10:35). O Gênesis revela que fomos gerados à imagem e semelhança do Pai (Capítulo 1:26). Aliás, na oração sacerdotal, o Cristo pede a Deus que permita que Ele (Jesus), seus discípulos e o Pai sejam um (João 17:21). Pretenderão as igrejas tradicionais que, em virtude dessa frase, o Mestre tenha querido acrescentar à Trindade mais doze pessoas?
A fim de tentarem abalizar o dogma da deificação na Bíblia, os exegetas afirmam que o seguinte texto evidencia a divindade de Jesus: “Antes que Abraão existisse, Eu Sou” (João 8: 58).
Devemos frisar que antes que a Terra fosse formada, o Mestre já existia como Espírito puro, visto que ele foi o criador do nosso planeta, constituindo-se em dirigente supremo do orbe: “Glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo” (João 17: 5).
Lembramos que João Batista disse: “O que vem depois de mim é maior do que eu, porque já existia antes de mim” (João1: 15). Portanto, quando a personalidade Abraão apareceu, em nosso mundo, Jesus já era o Cristo (“Eu Sou”).
Os teólogos dogmáticos também argumentam a favor do dogma da divindade do Mestre, utilizando o seguinte pensamento do apóstolo João; “O Verbo se fez carne e habitou entre nós” (1: 14).
Consideramos que o Verbo de Deus é a vontade ou a palavra do Pai que se fez carne, quer dizer, manifestado à humanidade, através de Jesus. Este foi o encarregado de transmitir aos homens o pensamento de Deus. O Cristo veio ao mundo físico revelar a todas as criaturas o Pai amado, Criador de todas as coisas: “Quem crê em mim, crê não em mim, mas naquele que me enviou” (João 12: 44); “Porque eu não tenho falado por mim mesmo, mas o Pai que me enviou, esse me tem prescrito o que dizer e o que anunciar” (João 12: 49);... “As cousas, pois que eu falo, como o Pai me tem dito, assim falo” (João 12: 50); “Tudo por meu Pai me foi entregue” (Lucas 10:22); “E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem....” (Lucas 23: 34); “E, clamando o Mestre com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou” (Lucas 23: 46). Constatamos, com facilidade, pela leitura atenta e descompromissada dos textos do “Novo Testamento” que, na realidade, Jesus não é o próprio Deus. Ele mesmo o afirma, dizendo a Maria Madalena: “Não me toques porque ainda não subi a meu Pai, mas vai ter com os meus irmãos, e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus” (João 20: 17). Ao ser abordado por um mancebo muito rico que lhe chamou de “Bom Mestre”, o Cristo lhe repreendeu: “Por que me chamas bom? NINGUÉM HÁ BOM SENÃO UM SÓ, QUE É DEUS”... (Marcos 10:17-18).
Outra passagem bíblica digna de registro contra o dogma da deificação do Mestre está no Evangelho de Mateus: “Quando será o dia ninguém sabe, nem mesmo os anjos que estão nos céus, nem mesmo o Filho, mas tão-somente o Pai” (24:35-36). Nesta afirmação de Jesus a respeito do dia da sua volta ao planeta, está contido o protesto antecipado do Mestre a respeito do papel que os homens lhe incumbiriam de ser o próprio Deus.
Allan Kardec afirmou que “Jesus é para o homem o tipo de perfeição moral a que pode aspirar a humanidade na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ele ensinou é a mais pura expressão da sua lei, porque ele estava animado do Espírito divino e foi o ser mais puro que já apareceu na Terra” (Comentário da resposta da questão 625 de “OLE”). Em “Obras Póstumas”, no capítulo sobre a Natureza do Cristo, diz o excelso codificador que Jesus era um messias divino pelo duplo motivo de que de Deus é que tinha a sua missão e de que suas perfeições o punham em relação direta com o Pai. Kardec ressalta, igualmente, que o próprio Mestre deu a si mesmo, com persistência notável, a qualificação de “Filho do Homem”, expressão que significa o que nasceu do homem, em oposição ao que está fora da Humanidade.
No momento em que as Escrituras forem lidas, utilizando-se a razão, todos os conceitos dogmáticos deixarão de existir. Jesus disse: “Conhecereis a verdade e ela vos libertará” (João 8:32).
A fé nos amuletos

Estas crendices geram medo, pânico e uma fé em mitos e lendas causando escravidão nos rituais e nas manias. O indivíduo acaba colocando mais força nas coisas completamente exteriores. Ele deixa de acreditar nele e na sua fé interior; o ser acha que para darem certos seu projeto e meta tem que realizar esta prática, mas acabam se esquecendo que todos estes rituais são apenas meros objetos e símbolos exteriorizando nossos desejos e sonhos.
A verdade é que as nossas vidas são construídas pelo nosso esforço, trabalho e merecimento; independente destes objetos e dos rituais, o caminho de cada um depende exclusivamente do indivíduo que trilha sua evolução.
O homem trouxe todos estes aspectos e vivências gravadas em sua trajetória espiritual, influenciando a religião com aspectos meramente humanos, na cultura trazendo o homem suas tradições, costumes e hábitos e mesmo alguns pensamentos filosóficos. O tempo, através da evolução, do progresso e da reencarnação, vai ensinando o homem a se libertar de todos estes condicionamentos e apegos exteriores.
Muitos missionários que reencarnaram no campo da ciência, da religião e da filosofia trazendo novos ensinamentos cooperam com o crescimento intelectual, moral e até emocional destas criaturas menores; vamos, então, nos desfazendo pouco a pouco da infantilidade espiritual, vamos deixando práticas externas, deixando de cultuar, adorar e idolatrar os deuses. Vamos nos libertando das promessas, das imagens de barro, dos crucifixos, das velas, simpatias, dos trajes, dos dogmas e de todos estes empecilhos criados para se ligar com o divino.
Percebemos que não precisamos de nada disso, porque Deus está em cada um de nós, com uma prece sincera obtemos a ligação com os bons Espíritos e haurimos toda proteção e ajuda que vem do céu.
Fonte:
http://www.oconsolador.com.br/ano3/146/eduardo_augusto.html
Kuan Yin

Que a paz de Deus paire sobre os vossos lares!
Possa o Amor Divino estar em vossos corações!
Que a luz cósmica flameje em vossas almas e a
sabedoria em vossas mentes!
Possa a força do Altíssimo vitalizar cada membro de vossos lares!
Que a saúde e o bem-estar divino se manifestem em vossos corpos,
que são as vestimentas com que agora vos envolveis!
Que a graça de Deus vos cubra em vossos atos de adoração!
Possam os dons do Absoluto expressarem-se através de vossas
consciências, e que a plenitude e a vitória de vosso Plano Divino
sejam realizadas, e selem a vossa passagem pela Terra!
Amar à Deus

Amar é...
Quando sabemos que estamos amando? No início da gostosa fase dos namoricos, encontros e reencontros, quando finalmente firmamos um compromisso um pouco mais sério, qual o sentimento que nos indica a hora de dizer o primeiro “eu te amo”? Quando a saudade da pessoa dói demais? Quando não podemos viver sem ela? Quando sua companhia torna o dia completo e as horas as mais agradáveis?
Se somos assim com nossos sentimentos falhos e pueris da vida, que dirá sobre o nosso sentimento para com Deus? Será que já evoluímos nosso sentir para um compromisso mais sério com o amor magnânimo do Pai? Já dissemos a Ele, com o coração cheio de amor, “Eu te amo”? Será que já compreendemos que, com ele, nosso dia é completo e nossas horas as mais agradáveis?
“Amar a Deus sobre todas as coisas”, disse Jesus, com a simplicidade de seu espírito repleto desse sentimento que nós, mesquinhos e imperfeitos, estamos talvez longe de compreender. Talvez também por isso um fabricante de figurinhas pré-adolescentes fez muito sucesso nos anos 90, com as famosas “Amar é...”. Em cada pacotinho, três graciosas figurinhas traziam exemplos práticos de como o amor se manifestava nas atitudes do casalzinho, como “Amar é... ficar feliz quando ela está feliz”. Assim, levando a divertida e pragmática fórmula para o mais importante mandamento bíblico, poderíamos ter uma visão mais prática do que é amar a Deus em atitudes. Vejamos:
AMAR A DEUS É...
– Perceber que Ele está por perto nas coincidências do dia-a-dia;
– Sentir que alguma voz nos acalma quando o espírito parece desmoronar;
– Ter afeição pelas suas criaturas;
– Observar que as pessoas que vieram para sua família são exatamente aquelas que você deveria – ou sonhava – reencontrar;
– Agradecer pelo café ter um cheirinho tão bom e o nosso corpo ter o olfato desenvolvido para perceber isso;
– Ter calma de que as coisas vão se resolver da melhor maneira possível;
– Ter certeza de que você não está sozinho;
– Querer bem àqueles que o mundo geralmente julga mal;
– Ter ternura por aqueles que precisam dela, e nem sempre encontram nas mães do mundo;
– Perdoar o outro filho D’Ele, que ainda não entendeu a Lei;
– Aceitar as coisas boas e ruins, confiante de que todas as experiências foram cautelosamente escolhidas por Ele especialmente para o seu aprendizado;
– Fazer todos os esforços para vê-lo feliz, fazendo o que Ele te pediu em relação aos semelhantes...
Ah! Quantas opções! E quantas outras mais cada um de nós poderia acrescentar nesta lista, tendo em vista a imensidão de momentos em que Deus nos toca com seu amor e nós temos a oportunidade de retribuir! Mas Jesus fez também uma ressalva: “Amar a Deus SOBRE TODAS AS COISAS”. Emprestando novamente a fórmula das figurinhas:
AMAR A DEUS SOBRE...
– Os vícios
– O dinheiro
– Nossa ansiedade de que as coisas aconteçam agora
– A necessidade de ter razão
– As vontades e os caprichos do eu
– As paixões mundanas
“Que não amemos de palavras ou de língua, mas de obras e de verdade”, disse o apóstolo João (3:18). Ou seja, amar é um verbo de ação. Amar é agir. Que saibamos enfim identificar nos muitos minutos do nosso dia as imensas oportunidades de nos ligarmos a Deus, agindo com amor, vivendo com amor, amando-O em nossas atitudes. Que saibamos, enfim, e possamos dizer, como naquele difícil e emocionante momento dos recém-namorados, nosso primeiro dos muitos “eu te amo” que falaremos ao Pai daqui para a frente.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Prece por um amigo

Bons Espíritos, em nome de Deus Todo-Poderoso, eu vos suplico que o assistais nas suas aflições. Se, no seu interesse, elas lhe não puderem ser poupadas, fazei compreenda que são necessárias ao seu progresso. Dai-lhe confiança em Deus e no futuro que lhas tornará menos acerbas. Dai-lhe também forças para não sucumbir ao desespero, que lhe faria perder o fruto de seus sofrimentos e lhe tornaria ainda mais penosa no futuro a situação. Encaminhai para ele o meu pensamento, a fim de que o ajude a manter-se corajoso.
Assim seja!
sábado, 23 de janeiro de 2010
Encarnação dos Espíritos

Pela sua essência espiritual, o Espírito é um ser indefinido, abstrato, que não pode ter ação direta sobre a matéria, sendo-lhe indispensável um intermediário, que é o envoltório fluídico, o qual, de certo modo, faz parte integrante dele. É semimaterial esse envoltório, isto é, pertence à matéria pela sua origem e à espiritualidade pela sua natureza etérea. Como toda matéria, ele é extraído do fluido cósmico universal que, nessa circunstância, sofre unia modificação especial. Esse envoltório, denominado perispírito, faz de um ser abstrato, do Espírito, um ser concreto, definido, apreensível pelo pensamento. Torna-o apto a atuar sobre a matéria tangível, conforme se dá com todos os fluidos imponderáveis, que são, como se sabe, os mais poderosos motores.
O fluido perispirítico constitui, pois, o traço de união entre o Espírito e a matéria. Enquanto aquele se acha unido ao corpo, serve-lhe ele de veículo ao pensamento, para transmitir o movimento às diversas partes do organismo, as quais atuam sob a impulsão da sua vontade e para fazer que repercutam no Espírito as sensações que os agentes exteriores produzam. Servem-lhe de fios condutores os nervos como, no telégrafo, ao fluido elétrico serve de condutor o fio metálico.
A Gênese
União do princípio espiritual à matéria

Tendo a matéria que ser objeto do trabalho do Espírito para desenvolvimento de suas faculdades, era necessário que ele pudesse atuar sobre ela, pelo que veio habitá-la, conto o lenhador habita a floresta. Tendo a matéria que ser, no mesmo tempo, objeto e instrumento do trabalho, Deus, em vez de unir o Espírito à pedra rígida, criou, para seu liso, corpos organizados, flexíveis, capazes de receber todas as impulsões da sua vontade e de se prestarem a todos os seus movimentos.
O corpo é, pois, simultaneamente, o envoltório e o instrumento do Espírito e, à medida que este adquire novas aptidões, reveste outro invólucro apropriado ao novo gênero de trabalho que lhe cabe executar, tal qual se faz com o operário, a quem é dado instrumento menos grosseiro, à proporção que ele se vai mostrando apto a executar obra mais bem cuidada.
Para ser mais exato, é preciso dizer que é o próprio Espírito que modela o seu envoltório e o apropria às suas novas necessidades; aperfeiçoa-o e lhe desenvolve e completa o organismo, à medida que experimenta a necessidade de manifestar novas faculdades; numa palavra, talha-o de acordo com a sua inteligência. Deus lhe fornece os materiais; cabe-lhe a ele empregá-los. É assim que as raças adiantadas têm um organismo ou, se quiserem, um aparelhamento cerebral mais aperfeiçoado do que as raças primitivas. Desse modo igualmente se explica o cunho especial que o caráter do Espírito imprime aos traços da fisionomia e às linhas do corpo.
A Gênese
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
DIANTE DA SAUDADE

Todos viveremos no Teu infinito Amor.
Não existe separação entre aqueles que verdadeiramente se amam!
A saudade é uma ponte de luz unindo as duas extremidades do abismo que o tempo cavou...
Concede-nos a devida paciência para esperarmos o reencontro com os que se distanciaram de nossos caminhos.
Que a saudade em nós não se transforme num culto doentio à ausência dos que se foram!
Qualquer sentimento que nos impeça de aceitar a Sábia Vontade de Deus é mero capricho da alma.
Convertendo saudade em esperança, transmutaremos dor em alegria, treva em luz.
Mestre, que a saudade não nos seja um rio caudaloso de tormentosas paixões!
Pelo Espírito: Irmão José
Do livro: Preces e Orações
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Deus

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
A fé que assegura

Montado em seu cavalo, o rico fazendeiro dirigia-se à cidade como fazia freqüentemente, a fim de cuidar de seus negócios.
Nunca prestara atenção àquela casa humilde, quase escondida num desvio, à margem da estrada. Naquele dia experimentou insistente curiosidade.
Quem morava ali?
Cedendo ao impulso, aproximou-se. Contornou a residência e, sem desmontar, olhou por uma janela aberta e viu uma garotinha de aproximadamente dez anos, ajoelhada, mãos postas, olhos lacrimejantes...
Que faz você aí, minha filha?
Estou orando a Deus, pedindo socorro... Meu pai morreu, minha mãe está doente, meus quatro irmãos têm fome...
Que bobagem! - disse o fazendeiro. O Céu não ajuda ninguém! Está muito distante... Temos que nos virar sozinhos!
Embora irreverente e um tanto rude, era um homem de bom coração. Compadeceu-se, tirou do bolso boa soma de dinheiro e o entregou à menina.
Aí está. Vá comprar comida para os irmãos e remédio para a mamãe! E esqueça a oração.
Isto feito, retornou à estrada. Antes de completar duzentos metros, decidiu verificar se sua orientação estava sendo observada.
Para sua surpresa, a pequena devota continuava de joelhos.
Ora essa, menina! Por que não vai fazer o que recomendei? Não lhe expliquei que não adianta pedir?
E a menina, feliz, respondeu: Já não estou mais pedindo, estou apenas agradecendo. Pedi a Deus e ele enviou o senhor!
Segue-me

"Segue-me e deixa aos mortos o
cuidado de enterrar os mortos."
- Jesus. (Mateus, 8, 22)
Jesus não recomendou ao aprendiz deixasse
"aos cadáveres o cuidado de enterrar os cadáveres",
e sim conferisse "aos mortos o cuidado
de enterrar os seus mortos".
Há, em verdade, grande diferença.
O cadáver é carne sem vida,
enquanto um morto é alguém
que se ausenta da vida.
Há muita gente que perambula
nas sombras da morte sem morrer.
Trânsfugas da evolução,
cerram-se entre as paredes da própria mente,
cristalizados no egoísmo ou na vaidade,
negando-se a partilhar a experiência comum.
Mergulham-se em sepulcros de ouro,
de vício de amargura e ilusão.
Se vitimados pela tentação da riqueza,
moram em túmulos de cifrões;
se derrotados pelos hábitos perniciosos,
encarceram-se em grades sombra;
se prostrados pelo desalento,
dormem no pranto da bancarrota moral, e,
se atormentados pelas mentiras
com que envolvem a si mesmos,
residem sob as lápides,
dificilmente permeáveis, dos enganos fatais.
Aprende a participar da luta coletiva.
Sai, cada dia, de ti mesmo, e busca sentir
a dor do vizinho, a necessidade do próximo,
as angústias de teu irmão e ajuda quanto possas.
Não te galvanizes na esfera do próprio "eu".
Desperta e vive com todos, por todos e para todos,
porque ninguém respira tão somente para si.
Em qualquer parte do Universo,
somos usufrutuários do esforço
e do sacrifício de milhões de existências.
Cedamos algo de nós mesmos, em favor dos outros,
pelo muito que os outros fazem por nós.
Recordemos, desse modo, o ensinamento do Cristo.
Se encontrares algum cadáver,
dá-lhe a bênção da sepultura,
na relação das tuas obras de caridade, mas,
em se tratando da jornada espiritual,
deixa sempre "aos mortos o cuidado de enterrar os seus mortos"
do Livro Fonte Viva - FEB
sábado, 21 de novembro de 2009
QUESTÕES RELACIONADAS À MEDIUNIDADE
Ângelo Inácio: Todos os médiuns gozam de vidência desenvolvida, quando desdobrados no Plano Espiritual ?Não.
A grande maioria ainda transita entre as expressões da matéria e as impressões que guardam da Vida Espiritual; sem a necessária lucidez, quando atuam fora do Corpo. Tudo é questão de exercício, trabalo e dedicação. (...) Alguns dos médiuns, atualmente encarnados na Crosta, vem de um passado do qual receberam iniciação espiritual, em antigos templos e no seio de povos que já não existem com a glória de outrora. Com experiências na Atlântida, Egito, ou junto a outros povos da Antiguidade; diversos sacerdotes do passado permanecem aperfeiçoando-se ou resgatando a paz de Consciência, em meio às lides espíritas. Muitos são médiuns que, atualmente, lidam com as questões do Psiquismo; orientados por Espíritos que os dirigem no nosso Plano. O conhecimento adormecido nos encaninhos da Memória Espiritual, desperta ou emerge das profundezas do Campo Mental; na hora necessária para a utilização adequada.
"Nosso Lar", de André Luiz

André Luiz descreve, em detalhes, sua passagem pelo Umbral - uma faixa vibracional extremamente densa, em outra dimensão do Planeta Terra.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009
O tesouro difícil

De começo, pediu a compreensão da beneficência, nasceu abastado, e, sem dificuldade, repartiu bens e valores diversos, transformando-se em benfeitor da comunidade. Regressou à Vida Maior e solicitou a luz do discernimento; corporificou-se em família generosa que lhe facultou as melhores oportunidades de estudo e adquiriu, sem sacrifício, a faculdade de penetrar o sentido das pessoas e das situações.
Em seguida, almejou a aquisição de poderes artísticos e, sem maiores esforços, converteu-se em artista famoso. Logo após, quis o dom da simplicidade; retomou a experiência humana, num lar modesto e aprendeu facilmente a manter-se em paz e alegria com o mínimo de recursos.
Sem delongas, pediu o carisma da autoridade e renasceu numa casa que lhe amparou o ideal, auxiliando-o a se fazer respeitável e atencioso juiz.
Desejou depois explicar as leis da vida e retornou ao Plano Físico nas condições necessárias e, em curta faixa de tempo, transfigurou-se em nobre orador, elucidando a indagações do mundo sobre as realidades do espírito.
Mas, realizadas tantas aspirações, rogou a Deus o tesouro da paciência e, com a Permissão Divina, segundo afirmam dedicados Instrutores Espirituais até hoje, esse mesmo homem já voltou à Terra através de reencarnação e reencarnação, durante oitocentos anos, e, quanto ao tesouro da paciência, nada conseguiu.
Livro: Escultores de Almas
Espírito: Meimei
Medium: Francisco Cândido Xavier
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Instinto de conservação

1- Como ficam os Espíritos que ao estarem em perigo se atiram para a morte? Exemplo do atentado em N.Y., em que o desespero foi tanto que na hora do perigo extremo pularam para morte? Eles usaram o instinto, mas pularam.
>> Eles não utilizaram sua inteligência para controlar o instinto de conservação, que é um instinto brutal. Isso é mostrado no filme que teve como título "The Edge- no Limite" onde encontramos os diferentes níveis de domínio do instinto de conservação sobre a inteligência e o poderio da inteligência sobre o instinto de conservação.
2- Como se trata de lei de conservação, poderíamos dizer que este instinto só vale na vigência da vida física, ou seja, enquanto estiver encarnado?> >Esse instinto de conservação é um arquivo que está incrustado no perispírito porque o instinto de conservação é uma das manifestações da Lei Natural inerentes a todos os seres vivos.
Quando utilizamos o vocábulo vivo, não é na acepção real da palavra e sim no seu sentido mais amplo, porque encontraremos inúmeros casos na literatura espírita, onde constataremos a utilização desse mecanismo de defesa pelos espíritos, principalmente os que navegam nos primeiros degraus de evolução. Porque para os mais elevados eles já exercem o total domínio sobre esses instintos brutais que pertencem ao patrimônio milenar do espírito imortal.
3- Certo, mas estes espíritos são considerados suicidas? (t)
>> Sim
4. Seria possível então, Rosa, que o ser imortal, estando na erraticidade, se utilize do instinto para buscar ou repelir a reencarnação?
5. Seria o instinto, conforme nos mostra a máxima codificada: "Do átomo ao arcanjo, tudo se encadeia na Natureza", uma bagagem consciencial formada a partir dos condicionamentos durante toda a nossa existência ? (t)
>> O instinto de conservação como anteriormente colocamos se desenvolve ao longo de alguns estados no mineral, no vegetal e no animal, sendo que no animal é quando ele começa a sofrer a influência das operações intelectuais obscuras, ou melhor: os primeiros movimentos da inteligência primitiva.
A partir desse momento, gradativamente, ele vai sendo modificado e aperfeiçoado pela inteligência e paulatinamente a consciência se amplia segundo o grau de aperfeiçoamento cerebral.
Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/palestras/irc-espiritismo/estudos-espiritas/le260102.html
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Influência dos Espíritos nos acontecimentos da vida
Allan Kardec
Faculdades Mediúnicas
Há diversidade de ministérios, mas é o mesmo Senhor que a todos administra.
Há diversidade de operações para o bem; todavia, é a mesma Lei de Deus que tudo opera em todos.
A manifestação espiritual, porém, é distribuída a cada um para o que for útil.
Assim é que a um, pelo espírito, é dada a palavra da sabedoria divina e, a outro, pelo mesmo espírito, a palavra da ciência humana.
A outro é confiado o serviço da fé e a outro o dom de curar.
A outro é concedida a produção de fenômenos, a outro a profecia, a outro a faculdade de discernir os Espíritos, a outro a variedade das línguas e ainda a outro a interpretação dessas mesmas línguas.
No entanto, o mesmo poder espiritual realiza todas essas coisas, repartindo os seus recursos particularmente a cada um, como julgue necessário.”
Paulo
capítulo doze em sua primeira carta aos coríntios
sábado, 5 de setembro de 2009
Cairbar Schutel

Cairbar Schutel - mensagem psicofônica recebida em 16.05.05 no CE Léon Denis por Altivo PamphiroPres. do CELD
"Outra coisa: surgirão formas de informação, decorrentes da Internet... surgirão formas de comunicação entre povos que jamais tiveram acesso à informação".
"E serão espíritos que quererão saber realmente tudo o que se tem para dizer, e muita coisa há para dizer."
"Vocês têm que estar preparados para falar para outros povos, principalmente do oriente e da região do norte da Europa, atingindo a Rússia e aqueles povos ali."
"Nós vamos fazer outra tentativa de mobilizar os homens do governo a espalhar mais ainda a computação para o povo. Já foram feitas duas grandes tentativas, que melhorou muito, mas, em termos de Brasil, são números irrisórios."
"Em breve, nós vamos desencadear novamente nos gabinetes ministeriais um novo esforço para a popularização da computação."
"E vocês vão ter muita coisa que fazer para esse pessoal que está começando a descobrir a comunicação."
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Sublime alguem

ante a infinita grandeza da vida.
Embora ninguém possa servi-lo sempre, você encontrará um
sublime Alguém que tem para cada anseio da sua alma uma
alternativa de amor."
terça-feira, 14 de julho de 2009
A alma

... E o Deus dos deuses separou de si mesmo uma alma e a dotou de beleza.
E deu-lhe a suavidade da brisa matinal e o perfume das flores do campo e a
doçura do luar.
E entregou-lhe a taça da alegria, dizendo-lhe:
"Só poderás beber desta taça
se esqueceres o passado e não te preocupares com o futuro."
E entregou-lhe a
taça da tristeza, dizendo:
"Bebe dela, e compreenderás a essência da alegria
da vida."
E soprou nela um amor que a abandonaria ao primeiro suspiro de saciedade, e
uma meiguice que a abandonaria à primeira manifestação de orgulho.
E fez descer sobre ela, do céu, um instinto que lhe revelaria os caminhos da
verdade.
E depositou nas suas profundezas uma visão que vê, o que não se vê.
E criou nela sentimentos que deslizam com as sombras e caminham com os
fantasmas.
E vestiu-a de um vestido de paixão que os anjos teceram com as ondulações do
arco-íris.
E colocou nela as trevas da dúvida, que são as sombras da luz.
E tomou fogo da forja do ódio, e ventos do deserto da ignorância, e areia do
mar do egoísmo, e terra pisada pelos pés dos séculos e amassou todos esses
elementos e fez o homem.
E deu-lhe uma força cega que se inflama nas horas de loucura e desvanece
diante das tentações.
Depois, depositou nele a vida, que é o reflexo da morte.
E sorriu o Deus dos deuses, e chorou, e sentiu um amor incomensurável e
infinito e uniu o homem e a alma .
(Gibran Khalil Gibran)
terça-feira, 7 de julho de 2009
Gravidez

O seio maternal, desse modo...
destinado à fundição e refundição das formas, ao sopro criador da Bondade Divina, que, em toda a parte, nos oferece recursos ao desenvolvimento para a Sabedoria e para o Amor. Esse vaso atrai a alma sequiosa de renascimento e que lhe é afim, reproduzindo-lhe o corpo denso, no tempo e no espaço, como a terra engole a semente para doar-lhe nova germinação, consoante os princípios que encerra.
Entre o Céu e a Terra - Chico Xavier
Gravidez é a materialização da vida
Gestação é um processo de beleza divina
A Gestação é um processo de beleza divina onde temos a participação dos seguintes componentes:
- Mãe – Atua fornecendo os elementos físicos e espirituais, auxilia através da sua força mental a formar o molde físico.
- Espírito Reencarnante – Atua junto com a mãe na formação do corpo físico.
- Anjo da Guarda, Protetor Espiritual – Fica muito próximo durante a gravidez, protege a mãe e o filho (segundo o merecimento) das energias hostis. Os amigos espirituais também se aproximam para visitar e ajudar no que for possível, levando vibrações de otimismo e fé para a família. No trecho abaixo, retirado do livro Missionários da Luz, vemos o exemplo de Herculano, espírito que se comprometeu a auxiliar Segismundo em sua nova encarnação.
velar pela harmonia da sua nova reencarnação, prestando à casa, aos pais e a ele os mais variados auxílios.
- Equipe Reencarnacionista (Construtores) – São os responsáveis pelo processo de reencarnação, atuam protegendo e auxiliando e estão presentes mesmo quando a mãe não realiza sua parte na tarefa divina que lhe foi outorgada. Sua ajuda tem limites e está diretamente vinculada á conduta da mãe.
– Em casos dessa natureza André, a nossa intervenção desenvolve-se com a mesma santidade que caracteriza o concurso de um médico responsável e honesto, ao praticar a intervenção no parto comum. A modelagem fetal e o desenvolvimento do embrião
obedecem a leis físicas naturais, qual ocorre na organização de formas em outros reinos da Natureza, mas em todos esses fenômenos os ascendentes de cooperação espiritual coexistem com as leis, de acordo com os planos de evolução ou resgate. Nosso concurso, portanto, em processos tais, é uma das tarefas mais comuns.
...
Não seria possível descrever-lhes as minúcias de carinho na construção da nova morada carnal de Segismundo. Trabalhavam com zelo inexcedível, desenvolvendo vasto sistema de garantia das organizações celulares. Por vezes, nos pródromos da formação dos órgãos mais importantes, detinham-se em oração, suplicando as bênçãos de Jesus para a tarefa iniciada e observei que, sempre que isso acontecia, brilhantes luzes, procedentes do Alto, derramavam-se através da câmara, incentivando-lhes a ação.
Missionários da Luz – Chico Xavier
Gravidez....espírito superior
- Espíritos Superiores – Embora os anjos do senhor estejam em uma faixa de vibração quase imperceptível, eles estão sempre presentes, podemos facilmente verificar nas passagens do livro Missionários da Luz o auxilio imperceptível que espíritos de alta estirpe espiritual realizam.
A troca de impressões entre mãe e filho acontece durante todo o período da gravidez, quando o futuro filho é um espírito inferior ele não traz sensações muito agradáveis. Nesses casos funcionam também um canal de expurgo para as energias tóxicas do reencarnante.
Quando um espírito mais evoluído se liga a mãe as influencias são suaves e agradáveis.
alguém com escuros débitos de consciência. A organização feminina, durante a
gestação, sofre verdadeira enxertia mental. Os pensamentos do ser que se
acolhe ao santuário íntimo, envolvem-na totalmente, determinando significativas alterações em seu cosmo biológico. Se o filho é senhor de larga
evolução e dono de elogiáveis qualidades morais, consegue auxiliar o campo
materno, prodigalizando-lhe sublimadas emoções e convertendo a maternidade, habitualmente dolorosa, em estação de esperanças e alegrias
intraduzíveis, mas no processo de Júlio observamos duas almas que se ajustam nas mesmas dívidas e na mesma posição evolutiva. influenciam-se,
mütuamente.
O Ministro fêz longa pausa, tornando aos passes, a benefício da enferma.
Odila acompanhava-o, atenciosa. De todos nós, parecia ela a mais preocupada com as lições ouvidas.
Identificava-se-lhe o interesse de tudo aprender para tornar-se alí mais útil.
Findos alguns instantes, Clarêncio continuou:
— Se Zulmira atua, de maneira decisiva, na formação do novo veículo do
menino, o menino atua vigorosamente nela, estabelecendo fenômenos
perturbadores em sua constituição de mulher. A permuta de impressões entre
ambos é inevitável e os padecimentos que Júlio trazia na garganta foram
impressos na mente maternal, que os reproduz no corpo em que se manifesta.
A corrente de troca entre mãe e filho não se circunscreve à alimentação de
natureza material; estende-se ao intercâmbio constante das sensações
diversas. Os pensamentos de Zulmira guardam imensa força sobre Júlio, tanto
quanto os de Júlio revelam expressivo poder sobre a nova mãezinha. As
mentes de um e de outro como que se justapõem, mantendo-se em
permanente comunhão, até que a Natureza complete o serviço que lhe cabe no
tempo. De semelhante associação, procedem os chamados «sinais de
nascença». Certos estados íntimos da mulher alcançam, de algum modo, o
princípio fetal, marcando-o para a existência inteira. É que o trabalho da
maternidade assemelha-se a delicado processo de modelagem, requisitando,
por isso, muita cautela e harmonia para que a tarefa seja perfeita.
...
A explicação é muito clara. A gestante é uma criatura hipnotizada a longo
prazo. Tem o campo psíquico invadido pelas impressões e vibrações do
Espírito que lhe ocupa as possibilidades para o serviço de reincorporação no
mundo. Quando o futuro filho não se encontra suficientemente equilibrado
diante da Lei, e isso acontece quase sempre, a mente maternal é suscetível de
registrar os mais estranhos desequilíbrios, porque, à maneira de um médium,
estará transmitindo opiniões e sensações da entidade que a empolga.
Mal estar durante a gravidez
E sobre a aversão que muitas mães sentem em relação aos maridos ou pessoas próximas:
— Afligia-me observar — lembrou Hilário, com interesse — a inopinada
aversão de muitas gestantes contra os próprios maridos...
— Sim, isso ocorre sempre que um inimigo do pretérito volta à carne, a fim de resgatar débitos contraídos para com aquele que lhe servirá de pai.
Missionários da Luz – Chico Xavier
O mal estar e as doenças que muitas mães sentem durante a gravidez pode ter como causa as energias que ela expurga do filho:
O organismo materno, absorvendo as emanações da entidade reencarnante, funciona como um exaustor de fluidos em desintegração, fluidos esses que nem sempre são aprazíveis ou fàcilmente suportáveis pela sensibilidade feminina.
Entre o Céu e a Terra – Chico Xavier
Mãe e filhos trabalham juntos
Durante a gravidez o espírito reencarnante molda o seu novo corpo físico e também o astral, mãe e filho trabalham juntos, auxiliados pela espiritualidade para “materializar” o novo corpo
Tive a idéia de que ele e Zulmira, alma com alma, se fundiam um no outro.
A moça ganhara em plenitude física e vivacidade espiritual quanto perdia o
menino na apresentação exterior
...
A transfusão fluídica era ali evidente.
O organismo materno assemelhava-se a um alambique destinado a sutilizar as energias do reencarnante para restituí-las, decerto, a ele mesmo, na formação do novo envoltório.
Registrando-nos o assombro, o instrutor explicou com a sua habitual gentileza:
— A reencarnação, tanto quanto a desencarnação, é um choque biológico
dos mais apreciáveis. Unido à matriz geradora do santuário materno, em busca
de nova forma, o perispírito sofre a influência de fortes correntes electromagnéticas, que lhe impõem a redução automática.
...
Quero dizer que os princípios organogênicos essenciais do perispírito de
Júlio já se encontram reduzidos na intimidade do altar materno, e, à maneira de
um ímã, vão aglutinando sobre si os recursos de formação do novo vestuário
de carne que lhe será o vaso próximo de manifestação.
— E a forma a rarefazer-se sob nossos olhos? — inquiriu meu colega,
espantado.
— Está em ativo processo de dissolução.
...
Imaginemos um pêssego amadurecido, lançado à cova escura, a fim de
renascer. Decomposto em sua estrutura, restituirá aos reservatórios da
Natureza todos os elementos da polpa e dos demais envoltórios que lhe revestem os princípios vitais, reduzindo-se no imo do solo ao embrião minúsculo que se transformará, no espaço e no tempo, em novo pessegueiro.
Missionários da Luz – Chico Xavier
Desdobramento astral de mulheres grávidas e seus filhos
O trecho abaixo, retirado do livro Missionários da Luz, fala sobre o desdobramento astral (projeção) das mulheres grávidas e seus filhos.
Mãe e filho contam com a ajuda de vários espíritos durante a gravidez, contudo, é responsabilidade dos Pais a criação de um ambiente propício para o auxilio espiritual. Em muitos casos a espiritualidade tem seu trabalho comprometido pelo desregramento dos pais, que não se preocupam em propiciar um ambiente “espiritualmente” saudável para o espírito que está prestes a encarnar.
Não se iludam, como muitos médiuns acreditam, que os espíritos podem vencer qualquer dificuldade, existem limitações na intercessão que podem realizar, estando elas vinculadas sempre ao merecimento e autorização de espíritos superiores, que não encontram na preguiça ou na irresponsabilidade argumentos válidos.
Por isso é necessário um esforço da família para manter o clima sempre propicio à ajuda espiritual, estando sempre receptivo ao contato dos amigos espirituais. O trecho abaixo foi retirado do livro Missionários da Luz e mostra um exemplo de Gravidez onde não existe a menor preocupação com o espírito que busca uma nova oportunidade.
...
– Está observando? – falou Apuleio, gentil – nem sempre a
nossa tarefa se desdobra ao longo dos jardins afetivos. Muitas
vezes, devemos operar sob verdadeiras tormentas de ódio, que
desintegram nossos melhores elementos magnéticos de cooperação.
Este caso é típico.
..
– De qualquer modo – respondeu ele –, sempre temos bons amigos na zona superior àquela em que nos encontramos; todavia, em certas circunstâncias, afastamo-nos voluntariamente deles.
Cesarina poderia contar com diversas amizades; no entanto, ela mesma se incumbe de obrigá-las à ausência.
No exemplo citado acima temos uma mãe rebelde e irresponsável, mas mesmo assim a espiritualidade a auxilia, os espíritos construtores (equipe reencarnacionista) aproxima-se para prestar o auxilio necessário.
A melhor forma de auxiliar a espiritualidade na proteção do Lar é a realização do Evangelho Semanal no Lar. O espírito que se encontra ligado a mãe também receberá os ensinamentos magistrais do Mestre e as vibrações dos espíritos superiores que se aproximarão para participar da reunião.
Fechamos o tópico sobre gravidez com um trecho do livro Entre o Céu e a Terra, onde o mentor espiritual nos mostra de forma clara que as doenças e fragilidades do espírito reencarnante são expressões da sua imperfeição, aliada aos fatores genéticos existentes na mãe. Conheço muitos irmãos e irmãs que gostam de responsabilizar os Pais por causa de suas doenças, como se eles fossem inteiramente culpados pelas suas dificuldades.
Acordemos para as verdades espirituais irmãos!! As doenças e desequilibrios são conseqüências da inferioridade e imperfeição do espírito e não do defeito genético dos pais. Não podemos imaginar Jesus ou Francisco de Assis sobre um corpo doente, frágil e débil, assim como Calígula ou Hitler não poderiam reencarnar em um corpo puro e perfeito, embora, um dia, ao atingirem um grau de vibração superior, também encarnarão em corpos equilibrados e saudáveis.
natureza espiritual. Durante a gravidez de Zulmira, a mente de Júlio permanecerá associada à mente materna, influenciando, como é justo, à formação do embrião. Todo o cosmo celular do novo organismo estará impregnado pelas forças do pensamento enfermiço de nosso irmão que regressa ao mundo.
Assim sendo, Júlio renascerá com as deficiências de que ainda é portador, embora favorecido pelo material genético que recolherá dos pais, nos limites da lei de herança, para a constituição do novo envoltório.
Gravidez psicológica
André Luiz aborda o tema no livro Evolução em Dois Mundos:
— Em todos os casos em que há formação fetal, sem que haja a presença de entidade reencarnante, o fenômeno obedece aos moldes mentais maternos.
Dentre as ocorrências dessa espécie há, por exemplo, aquelas nas quais a mulher, em provação de reajuste do centro genésico, nutre habitualmente o vivo desejo de ser mãe, impregnando as células reprodutivas com elevada percentagem de atração magnética, pela qual consegue formar com o auxílio da célula espermática um embrião frustrado que se desenvolve, embora inutilmente, na medida de intensidade do pensamento maternal, que opera, através de impactos sucessivos, condicionando as células do aparelho reprodutor, que lhe respondem aos apelos segundo os princípios de automatismo e reflexão.
